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Especialista: será difícil imaginar Rússia cedendo perante Japão

© Sputnik / Sergei Guneev / Abrir o banco de imagensO presidente da Rússia Vladimir Putin e o primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe durante o encontro bilateral na residência do presidente russo em Sochi, Rússia, 6 de maio de 2016
O presidente da Rússia Vladimir Putin e o primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe durante o encontro bilateral na residência do presidente russo em Sochi, Rússia, 6 de maio de 2016 - Sputnik Brasil
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Para o dia 22 de junho está previsto um encontro de um grupo de trabalho conjunto da Rússia e Japão para formular as questões principais de um tratado de paz. Do lado russo participará o vice-chanceler Igor Morgulov, o grupo japonês será liderado pelo ex-embaixador do país na Rússia Harada Chikahito.

O presidente da Duma de Estado russa Sergei Naryshkin, que agora está no Japão em visita de trabalho, disse que “a cooperação entre a Rússia e o Japão é inevitável”. Ele está confiante que as autoridades japonesas também percebem a necessidade de cooperação em todas as áreas. Segundo ele, foram descobertos vários temas em comum e posições iguais em uma série de questões, o que promove a confiança. “Relações mais abertas vão contribuir para a diminuição de tensão na região, garantindo paz e segurança para as duas nações”, concluiu ele.

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No Japão, Naryshkin participou na abertura do 11º Festival da cultura russa, dedicado ao 60º aniversário do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

Lembramos que, no dia 19 de outubro de 1956, Moscou e Tóquio assinaram uma declaração que prevê a possibilidade de transferência para o Japão das ilhas Shikotan e dos ilhéus Habomai como gesto de boa vontade, depois da conclusão de um tratado de paz. No entanto, no início de 1960, quando o Japão, segundo um acordo com os EUA sobre a segurança, permitiu a construção no seu território de bases americanas, o governo soviético declarou que renunciava a considerar uma transferência dessas ilhas, considerando o acordo como um perigo potencial para a União Soviética. Em novembro de 2004, o ministro do Exterior russo Sergei Lavrov disse que a Rússia, como sucessor legal da URSS, reconhece a Declaração de 1956 como válida e está pronta para negociar com o Japão as questões territoriais partindo desta base.

Há poucos dias, o chefe da chancelaria japonesa, Fumio Kishida, expressou a esperança que na reunião do grupo de trabalho será realizado um debate positivo e profundo sobre os "territórios do norte" e sobre um tratado de paz com base nos resultados das negociações entre os anteriores líderes do Japão e da Rússia. Um dos resultados das negociações de maio entre Putin e Abe, em Sochi, será a próxima reunião. Na altura, Abe intrigou todo o mundo com as alegações de que ele tem oferecido a Moscou uma nova abordagem para resolver o problema das Ilhas Curilas. Continua desconhecido o que representa exatamente essa nova abordagem.

O chefe do Centro de Pesquisas sobre o Japão do Instituto russo do Extremo Oriente, Valery Kistanov, expressou suas dúvidas sobre um rápido sucesso das negociações:

"As posições ainda não são muito semelhantes. É difícil imaginar que o Japão concorde em voltar às condições da Declaração de 1956 e limitar as suas pretensões a duas ilhas. Também não é imaginável que a Rússia vá ao encontro dos desejos do Japão e entregue todas as quatro ilhas. No entanto, o facto de as negociações terem sido retomadas dá esperança e abre perspectivas para uma discussão mais aprofundada no futuro…"

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A opinião do presidente da Associação de Estudos da Rússia e do Leste Europeu, Professor Shigeki Hakamada, é pouco diferente:

"Em maio deste ano, numa reunião em Sochi, o primeiro-ministro Abe fez uma nova proposta, mas do meu ponto de vista, como especialista em relações sino-russas, se, por exemplo, o Japão, de alguma forma estiver pronto para fazer concessões, a Rússia e seu presidente Putin duvidosamente estarão inclinados a fazer concessões. O fato é que com a ‘adesão da Crimeia’ e o início das operações militares na Síria o nível de apoio do presidente russo aumentou para 89,9%. Foi o retorno dos territórios perdidos e a demonstração de poder militar russo que criaram uma imagem de presidente forte, que devolveram às pessoas o sentimento de orgulho no seu país e que provocaram o aumento de ranking do presidente. Nesta situação, será muito difícil para o presidente Putin fazer concessões em questões territoriais".

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