Países sul-americanos apoiam corte na produção de petróleo da OPEP

© AFP 2022 / MARK RALSTONPoço de petróleo nos arredores de Los Angeles
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Ministros e delegações diplomáticas de Colômbia, Equador, México e Venezuela se reuniram neste fim de semana em Quito para definir o apoio à proposta defendida por vários países de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) congele a produção aos níveis de janeiro deste ano para recuperar as cotações da commodity.

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No próximo domingo, 17, Doha, capital do Catar, vai sediar uma conferência dos países exportadores de petróleo para definir os novos patamares de produção. Na semana passada, o presidente do Equador, Rafael Correa, se mostrou otimista quanto à decisão de um corte na produção. “Mais que o volume extraído, o importante agora é que se reduza a oferta em cerca de 5%, para que os preços do barril subam 30%.”

Segundo Correa, o principal obstáculo ao alcance deste novo patamar é a posição da Arábia Saudita e do Irã, que voltou a exportar petróleo após o fim do embargo econômico imposto durante anos pelos Estados Unidos e a União Europeia. O presidente equatoriano acredita que, mesmo que o Irã recupere seus níveis anteriores de produção, um consenso dos membros da OPEP por uma redução estabilizaria as cotações da commodity.

As quedas do preço do barril de petróleo afetam particularmente alguns países da América do Sul, como a Venezuela, que tem na exportação de óleo mais de 90% de sua receita, e do Equador, um dos menores produtores do grupo.

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Desde o ano passado, as cotações do barril de petróleo vêm declinando continuamente. De um patamar de cerca de US$ 100 por barril, os preços recuaram para menos de US$ 50, a reboque da frágil recuperação da economia mundial, após a crise iniciada em 2008, pela maior produção de óleo e gás de xisto nos Estados Unidos e pela decisão da Arábia Saudita (o maior produtor da OPEP) de não reduzir a produção, como estratégia de afetar os produtores americanos e não perder participação de mercado.

A queda de braço entre árabes e americanos já inviabilizou a produção de cerca de 15 produtores dos EUA, uma vez que o petróleo extraído do xisto – processo pelo qual grandes quantidades de água e pressão de ar fragmentam rochas no subsolo – só se torna economicamente viável quando a cotação do barril se situa acima de US$ 40.

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