EUA desistem de aposentar caças A-10 por causa da Rússia

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A aviação norte-americana decidiu rever os planos de aposentar os ultrapassados caças de ataque A-10 Thunderbolt por conta da influência da Rússia e das atividades do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico), revelou o primeiro vice-chefe do Estado Maior da Força Aérea dos EUA David Goldfein, em entrevista para a revista Defense News.

Nas palavras do general, os planos para a imediata aposentadoria dos caças A-10 foi apresentada no projeto de orçamento para o ano financeiro de 2015. A decisão, no entanto, havia sido tomada antes da expansão do Daesh e das "ativas ações da Rússia".

"Aquilo o que acontece atualmente está no caminho de um plano perfeito. Tomamos a decisão sobre a aposentadoria do A-10 antes do Daesh, antes da nossa operação no Iraque, estávamos praticamente saindo do Afeganistão e não tínhamos uma Rússia ressurgente" – explicou Goldfein.

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O artigo da Defense New informou que a proposta de postergar a aposentadoria do A-10 será apresentada no projeto de orçamento para o ano financeiro de 2017. Em particular, o alto escalão da Força Aérea dos EUA deu a entender que a exploração desses caças poderá ser prorrogada em alguns anos, já que a aeronave ainda consegue responder a modernas exigências em ambiente de combate.

Em particular, o A-10 poderá ser usada no apoio de tropas no Iraque, Afeganistão e Síria, bem como para missões potenciais em pontos quentes como Líbia, destaca a publicação.

Produzido entre 1972 e 1984, o caça A-10 Thunderbolt foi o primeiro avião norte-americano de combate criado especialmente para suporte aéreo próximo de forças terrestres. Trata-se de um caça com uma excelente maneabilidade a baixas altitudes e velocidades.

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