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Dilma afirma que reequilíbrio fiscal é essencial para fazer o Brasil voltar a crescer

© Ichiro Guerra/PRPresidenta Dilma Rousseff durante café da manhã com jornalistas-setoristas do Palácio do Planalto
Presidenta Dilma Rousseff durante café da manhã com jornalistas-setoristas do Palácio do Planalto - Sputnik Brasil
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Durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, a Presidenta Dilma Rousseff reafirmou a declaração feita ontem pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, de que o governo não tem solução mágica para reaquecer a economia brasileira.

A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff - Sputnik Brasil
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Muito contente por conta do nascimento do seu segundo neto, Dilma Rousseff atendeu à imprensa em Brasília por quase duas horas, e disse que espera um ano melhor do que 2015, destacando que vai se esforçar para retomar o crescimento e garantir a estabilidade econômica.

“Eu acho que não tem um coelho numa cartola, porque a questão da estabilidade macroeconômica, ela tem a ver com duas grandes ações, que uma está ligada a outra. E nós temos que encaminhar. A primeira é a estabilidade macroeconômica, que tem o seguinte componente fundamental: o reequilíbrio fiscal do país”.

De acordo com a presidenta, o equilíbrio fiscal vai ser essencial para reduzir a inflação no Brasil, que ultrapassou o teto da meta, de 6,5%, em 2015. Dilma explicou para a imprensa que o objetivo do governo é o de trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% o mais rápido possível, ainda em 2016. E para isso é fundamental fazer o superávit primário, que é a economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida pública.

“Esse é o objetivo. Você tem como mecanismo principal a questão do equilíbrio fiscal e nós vamos fazer de tudo para perseguir também um superávit de 0,5%. Garantindo um superávit de 0,5% esse ano e o equilíbrio fiscal, será possível criar condições para que a inflação se equilibre, volte para o centro da meta, volte para a meta. O Banco Central está falando que nós olharemos isso num horizonte até 2017, mas ele está dizendo isso a respeito dos 4,5%. Eu estou dizendo que nós queremos nos aproximar da banda de cima da meta o mais rápido possível esse ano”.

Para os próximos meses, segundo Dilma, o governo vai buscar o diálogo para conseguir aprovar as medidas que são fundamentais para recuperar a economia brasileira, como a Desvinculação de Receitas da União (DRU) e a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

“Uma das formas de resolver o problema que está no país inteiro é aprovar a CPMF e destinar a metade da CPMF para os estados e municípios. E eles querem destinar esse valor para a saúde. É visível no caso dos estados e municípios que eles precisam desse recurso. Nós precisamos de novas fontes de financiamento. Nós temos tido a maior boa vontade para resolver para muitos a questão da saúde. Notadamente, no Rio de Janeiro, recentemente. Mas eu acho que tem que ter a CPMF. Não é só uma questão de reequilíbrio fiscal no caso de estados e municípios, ela é uma questão de saúde pública”.

Dilma ainda falou com a imprensa sobre a necessidade de se fazer a reforma da Previdência, mas garantiu que o governo não vai mexer nos direitos já adquiridos pelos trabalhadores. “O Brasil vai ter que encarar a reforma da Previdência”, disse.

Ainda como medidas, o governo também vai seguir em 2016 com os projetos das concessões de portos, aeroportos, ferrovias e energia, além de ações para diminuir a burocracia e melhorar o ambiente para investimentos privados. A presidenta também falou sobre cada vez mais abrir e renovar as relações comerciais do Brasil com outros países.

Ao ser questionada sobre os erros do governo, Dilma assumiu que um grande erro foi não ter previsto a desaceleração, citando ainda a problemática da seca. Como fatores externos, ela citou as crises econômicas em países com os quais o Brasil se relaciona e a queda no preço das commodities.

“O maior erro do governo (estou falando de 2014, e que teve repercussão em 2015): nós, como muitos, não percebemos o tamanho da desaceleração que ocorreria em decorrência de efeitos externos e internos. Você pode ter tido outros erros também, o de não ter tido rapidez em tomar alguma medida. Qualquer atividade humana é passível de erro”.

Sobre as denúncias de corrupção em seu governo, a presidenta disse ter sido virada do avesso, mas que entende a importância das investigações.

“Podem continuar me virando do avesso. Sobre a minha conduta não paira nenhum embasamento, nenhuma questão pouco clara. Ao mesmo tempo, como Presidenta da República, eu entendo perfeitamente a importância das diferentes operações que ocorreram no país e que vão permitir que, não no curto, mas no médio e longo prazo, nós vamos ter uma relação não só dos agentes públicos, mas dos agentes privados, mais correta com a coisa pública, com os recursos do governo, e que a impunidade hoje no Brasil começou a ser de fato ameaçada. E doa a quem doer, as coisas são apuradas”.

Em relação ao processo de impeachment, Dilma Rousseff não quis falar diretamente sobre o assunto, dizendo apenas que o mais importante no momento é fazer com que o Brasil volte a crescer.  

Por fim, ao ser questionada sobre como anda sua relação com o vice-presidente Michel Temer, Dilma afirmou sorrindo que está “ótima”.

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