Quer liberdade de imprensa? Ações russas na Euronews são arrestadas

© AFP 2022 / PHILIPPE DESMAZESO edifício novo da sede de Euronews na cidade de Lyon, França
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Cerca de 7,5% de ações de transmissão do canal televisivo Euronews, que pertencem à emissora russa VGTRK, foram arrestadas no âmbito do caso de ex-acionistas de empresa petrolífera russa Yukos, informa a agência RBC citando fontes no governo e a assessoria de imprensa de VGTRK confirma a informação.

Enquanto o arresto não influiu a transmissão do Euronews ou VGTRK, as ações atualmente permanecem indisponíveis até a decisão final do tribunal.

A empresa francesa Euronews S.A. dirige o canal de TV homônimo que foi lançado em 1993 e atualmente transmite em 13 línguas, inclusive o português e o russo. Os programas do Euronews, segundo os seus próprios dados, são acessíveis em 425 milhões de domicílios em 153 países.

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A emissora estatal de rádio e televisão russa VGTRK tornou-se acionista da Euronews em 2001 ao comprar 1,8% das ações da empresa e no mesmo ano o Euronews começou a transmissão na Rússia. Vladimir Putin, o então presidente russo, foi o primeiro que declarou o início da parceria em uma coletiva de imprensa russa e estrangeira.

Em 2004 a participação da VGTRK na Euronews aumentou até 16%. Na altura a empresa russa sublinhava especialmente o fato que a participação na Euronews não só tem a ver com negócios, mas também com aumento de estatuto internacional na Europa.

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Entre 1996 e 2003, a Yukos foi uma das maiores empresas do mundo e a maior da Rússia no setor de extração, transporte, refino e distribuição de petróleo. Foi fundada pelo empresário Mikhail Khodorkovsky na esteira das privatizações estatais russas que tiveram lugar após colapso da União Soviética. 

Com a passagem dos anos, a Yukos tornou-se objeto de disputas judiciais, já que a petrolífera tinha uma dívida de 27,5 bilhões de dólares em impostos atrasados. Em 2007 a Yukos deixou de existir por razão de falência e foi absorvida na empresa estatal russa Rosneft. 

Em 2014, o Tribunal Permanente de Arbitragem em Haia e o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo decidiram que o governo russo deveria pagar a ex-acionistas da Yukos dezenas de bilhões de dólares em junho de 2015 ex-acionistas conseguiram fazer com que os ativos da Rússia na Áustria, Bélgica e França. 

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