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Obama demonstra grave falta de conhecimento histórico acerca da Ucrânia

© AFP 2021 / Jewel SamadPresidente dos EUA Barack Obama
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Durante entrevista dada ao programa do canal de TV CBS, 60 Minutes (60 minutos), devendo ser exibido nos EUA neste domingo (11), o presidente Barack Obama apresentou uma breve análise sobre sua rivalidade com o presidente russo, Vladimir Putin - ignorando totalmente a recente história da Ucrânia durante o processo.

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"Há um ano atrás, quando fizemos esta entrevista, houve alguma escaramuças entre os Estados Unidos e a Rússia na fronteira ucraniana", disse o jornalista Steve Kroft ao presidente Obama.

"Você [Obama] disse há um ano que os Estados Unidos — levam a América. Nós somos a nação indispensável. O senhor Putin parece estar desafiando esta liderança".

É uma declaração que visualmente causou desconforto ao presidente, que imediatamente se esforçou em colocar as afirmações de Kroft em perspectiva.

Contudo, durante o processo de fazê-lo, Obama parece ter esquecido o que aconteceu na Ucrânia durante sua administração.

"Quando eu cheguei ao escritório — a Ucrânia era governada por um líder corrupto que era um fantoche de Putin", disse Obama.

O presidente Obama foi empossado em janeiro de 2009. Todavia ele não menciona o líder ucraniano da época pelo nome, Viktor Yushchenko, que estava no poder.

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O que Obama parece ter esquecido é que Yushchenko é um forte aliado de Washington, que chegou ao poder através dos EUA, que apoiaram a Revolução Laranja. A esposa de Yushchenko, que nasceu e cresceu em Chicago e possuiu cidadania norte-americana até 2005, anteriormente serviu como um funcionária no Departamento de Estado dos EUA, e foi acusada de liderar os esforços norte americanos para ajudar o marido tomar o poder.

Em outras palavras, Yushchenko está tão longe de ser um "fantoche de Putin" como alguém pode ser.

Talvez Obama estivesse se referindo a Victor Yanukovych, que foi legitimamente eleito, em 2010, apenas para ser derrubado durante a chamada revolta EuroMaidan (que em ucraniano significa literalmente "EuroPraça"), que também foi apoiada através de esforços do Ocidente.

Kroft, no entanto, entrou em cena, ajudando o presidente a enfrentar os fatos.

"[Putin é] um desafio a sua liderança, senhor presidente", disse ele. "Ele está desafiando sua liderança".

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A pré-visualização da entrevista causa curiosidade e interesse em saber se um presidente que se mete tão descaradamente nos assuntos internos de outros países sem inteirar-se dos fatos devidamente não deveria ter visto sua liderança questionada há muito do tempo.

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