Poroshenko: EUA decidem enviar novas armas para a Ucrânia

© AFP 2022 / SERGEI SUPINSKY Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko, Ucrânia, Kiev
Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko, Ucrânia, Kiev - Sputnik Brasil
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Os Estados Unidos decidiram entregar novos modelos de armas defensivas para Kiev, segundo disse o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, em entrevista a canais de TV ucranianos neste domingo (3).

"Ele [o presidente dos EUA, Barack Obama] me disse que assinou uma ordem executiva sobre a entrega de novas armas para a Ucrânia, que nós precisamos desesperadamente, uma vez que se trata de armamento defensivo, complexos de radares de longo alcance contra baterias que nos permitirão aumentar a capacidades de defesa do exército ucraniano", disse Poroshenko.

Sitting round a table for talks are from left, clockwise: German Chancellor Angela Merkel, Russian President Vladimir Putin, Ukrainian President Petro Poroshenko and French President Francois Hollande, during an informal meeting in Paris, France, Friday, Oct. 2, 2015, in a revived European push to bring peace to eastern Ukraine. - Sputnik Brasil
Quarteto da Normandia chega a acordo sobre retirada de armas pesadas
O chefe de Estado também comentou as conversações do Quarteto da Normandia (Rússia, Ucrânia, França e Alemanha) em Paris na última sexta-feira (2).

"O principal resultado é que saímos de um regime de cessar-fogo, após a retirada das tropas, o reforço do papel da OSCE, (…) para um regime de armistício [em Donbass]", afirmou.

"Caso as eleições [no Leste da Ucrânia] forem conduzidas adequadamente, caso elas sejam bem organizadas de acordo com os critérios do [Gabinete para as Instituições Democráticas e Direitos Humanos da OSCE], caso estejam presentes a imprensa ucraniana, partidos ucranianos, caso as eleições sejam reconhecidas por observadores internacionais, então eles vão eleger aqueles com quem nós iríamos restaurar o país ", acrescentou Poroshenko.

Dmitry Peskov durante coletiva de imprensa de Vladimir Putin em 2014 - Sputnik Brasil
Eleições em Donbass dependem de decisão das autoridades locais, segundo Moscou
Os ucranianos irão às urnas para votar em eleições locais no próximo dia 25 de outubro. As regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, por sua vez, planejam realizar eleições locais em 18 de outubro e 1° de novembro, respectivamente.

As autoproclamadas repúblicas populares têm afirmado repetidamente que a decisão de realizar eleições independentemente de Kiev foi feita depois que o governo ucraniano passou a adotar uma lei sobre eleições locais sem consultar as autoridades de Donetsk e Lugansk, o que contradiz os acordos de paz de Minsk.

Desde abril 2014 as Forças Armadas ucranianas têm travado uma guerra contra os apoiantes da independência em Donbass que rejeitaram a legitimidade do regime de Poroshenko, na medida em que foi  imposta por um golpe de Estado. 

"Este processo [de implementação dos acordos de Minsk] não é de décadas, é um processo que deve ser concluído antes do final do ano. Se todos nós trabalharmos para assegurar que eles [os acordos] sejam implementadas, eles serão executadas antes do fim do ano ", disse o presidente da Ucrânia, acresentando que Kiev, assim como Paris e Berlim, se opõe a quaisquer mudanças nos acordos.

Ao que tudo indica, porém, a ideia que Poroshenko faz de um processo de reconciliação pacífica não prescinde das armas. Mais especificamente, das “novas armas” norte-americanas, que ele tão “desesperadamente” precisa. 

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