ONU: ataque contra hospital afegão pode ser considerado crime de guerra

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O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid ibn Ra'ad, disse o bombardeio do hospital da organização Médicos sem Fronteiras no Afeganistão “não tem justificação” e que “provavelmente é um delito penal”.

No sábado, às duas horas da madrugada (horário local) um hospital em Kunduz, no norte do Afeganistão, foi atacado. Nele havia cerca de 200 pessoas, mais de 30 desapareceram. Segundo os últimos dados, morreram 16 pessoas e 37 foram feridas. 

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O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos apelou a iniciar uma investigação completa e transparente e sublinhou que se “no tribunal ficar provado que o ataque aéreo foi feito premeditadamente, isso pode ser classificado como crime de guerra”.

“Este evento é extremamente trágico, não tem justificações e, talvez, seja um delito penal”, disse Zeid ibn Ra'ad, citado pela agência France-Presse.

Antes, chefe da repartição tcheca dos Médicos sem Fronteiras Pavel Gruber também disse o ataque ao hospital em Kunduz não tem precedentes e pode fazer com que toda a região fique sem ajuda médica:

“Todas as partes beligerantes sabem onde fica o hospital. Temos mesmo informação de que, depois de início do bombardeio, representantes militares receberam a informação mas, apesar disso, o bombardeio continuou por mais 30 minutos”, disse Pavel Gruber ao journal Sme.

O chefe das Forças Armadas americanas já pediu desculpa ao presidente do país Mohammad Ashraf Ghani.

Além disso, a OTAN informou sobre o início de uma investigação do incidente.

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