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Deputada Maria do Rosário: Oposição ao Governo Dilma é irresponsável e antidemocrática

© Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência BrasilDeputada Federal Maria do Rosário
Deputada Federal Maria do Rosário - Sputnik Brasil
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Uma das líderes do PT da Câmara e ex-ministra da Secretaria dos Direitos Humanos no primeiro mandato da Presidenta Dilma, a Deputada Federal Maria do Rosário considera uma irresponsabilidade a movimentação de parlamentares que estão lutando pela aprovação de pautas que vão pesar ainda mais no Orçamento da União nesse momento de crise.

A vida política nacional passa por grande apreensão devido à dúvida sobre a aprovação do pacote de medidas proposto pela equipe econômica da Presidenta Dilma Rousseff no sentido de promover o ajuste fiscal, que tem como objetivo recolocar a economia brasileira nos eixos.

Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa - Sputnik Brasil
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Governo não tem plano B se pacote de ajuste fiscal não for aprovado no Congresso
Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, a Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS) afirma:

“Considero uma atitude irresponsável, em que apresentam um nulo compromisso nacional no desenvolvimento do país. Avalio que uma série de medidas que estão sendo colocadas para votação visa exclusivamente à desestabilização de um governo democraticamente eleito. O Brasil tem uma democracia que nós pensávamos consolidada, mas a verdade é que a democracia precisa ser sempre renovada. A história golpista do nosso país nos indica que precisamos estar sempre em alerta.”

Durante a reunião com deputados aliados na quinta-feira (17), a Presidenta Dilma teria dito, segundo participantes do encontro, que o Brasil não aguenta as consequências de uma eventual derrubada, pelo Congresso, de seus vetos a projetos da chamada “pauta-bomba”. E Dilma mostra preocupação com a sessão do Congresso da próxima terça-feira (22), quando os vetos vão ser analisados pelos parlamentares.

O principal temor da presidente é que se derrube o veto referente ao projeto que concede aumento de 59,5% aos servidores do Judiciário nos próximos quatro anos, o que geraria um gasto extra de R$ 25,7 bilhões até 2018 e, após isso, R$ 10 bilhões ao ano.

Segundo a Deputada Maria do Rosário, a presidente fez um alerta importante  para a responsabilidade que a Câmara dos Deputados e o Senado têm de construir soluções para os problemas da economia e de garantir a estabilidade política do Brasil:

“Há setores no Brasil relacionados com a nossa oposição, indignados ainda com a derrota nas urnas em 2014, que investem numa lógica de quanto pior, melhor. Melhor para si, e pior na verdade para a população.”

A deputada explica que os projetos que a Presidenta Dilma caracterizou como pauta-bomba significam gastos desmedidos, sem observar o momento econômico do Brasil ou o momento internacional.

“São benesses em geral, atendimento a medidas corporativas, que não dialogam com o interesse maior da população, que são justamente a estabilidade e o atendimento dos mais desfavorecidos economicamente.”

Câmara dos Deputados. - Sputnik Brasil
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Parlamentares da base e de oposição discutem sobre novo pacote de medidas do Governo
Maria do Rosário alerta que o mais importante para o país agora é manter as funções do Estado e garantir que Estado brasileiro seja colocado a serviço daqueles que a Presidenta Dilma e o ex-Presidente Lula priorizaram desde a sua vitória – os mais pobres, aqueles que nunca tiveram oportunidade de chegar a uma universidade ou uma escola técnica, os que não tinham alimento na mesa ou emprego.

“Os governos de esquerda no Brasil promoveram uma inversão de prioridades, e a maioria hoje conservadora e até retrógrada no Congresso Nacional tenta impor  à nação uma agenda conservadora, que debilita o Estado brasileiro e que na verdade tem como estratégia política a privatização, a diminuição de inserção do Estado, como a própria entrega das riquezas do pré-sal, que são importantíssimas para o nosso presente e para o nosso futuro.”

A parlamentar diz que tem observado a movimentação da oposição, e chama atenção também para a postura vacilante de partidos aliados ao Governo, que justificariam a preocupação da presidente:

“Nós produzimos uma aliança política do PT, que é o principal partido de sustentação da Presidenta Dilma, com o PMDB, com aliados, mas estes aliados têm sido vacilantes, têm sido cooptados por setores vinculados ao poder financeiro. Toda nossa lógica no Brasil foi baseada em ampliar o consumo para os mais pobres e investir no setor produtivo, na indústria, no setor de serviços, em tecnologias limpas, em ampliar a infraestrutura nacional. Isso é que está em risco. Mesmo aqueles, e principalmente aqueles que propõem um verdadeiro golpe, que é a política de impeachment para a Presidenta Dilma, estão mascarando, não estão apresentando qual o seu programa para governar o Brasil, e o seu programa é orientado pela lógica retrógrada, do consenso de Washington, uma lógica que já foi derrotada, a lógica neoliberal.”

De acordo com Maria do Rosário, o Partido dos Trabalhadores está sustentando e vai continuar apoiando o mandato da Presidenta Dilma.

“Estamos sustentando o mandato da Presidenta Dilma. E as medidas econômicas que ela está propondo ao País, ainda que, muitas vezes, não sejam simpáticas a um ou outro setor, são medidas de estabilidade nacional.”

Dilma Rousseff durante a cerimônia de recondução de Rodrigo Janot ao cargo de Procurador-Geral da República - Sputnik Brasil
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Em posse de Janot, Dilma volta a criticar tentativa de golpe da oposição
Sobre o relacionamento entre Lula e a Presidenta Dilma Rousseff, Maria do Rosário afirma que vê Lula como um conselheiro, um amigo e um parceiro político para o que der e vier.

“[Lula] Estará ao lado de Dilma, enfrentando todas as dificuldades. Se é uma aprendizagem que a gente tem com esses dois presidentes do Brasil, é a coragem. E se há uma aprendizagem que temos ao lado do Presidente Lula ao longo de todos esses anos, é de não trair a sua origem de classe. Estar ao lado dos trabalhadores, dos sindicalistas, dos movimentos, e é assim que nós devemos nos comportar, como Partido dos Trabalhadores governando o Brasil.”

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