Opinião: crise ucraniana continua por falta de coragem de Obama

© AP Photo / Susan WalshPresidente dos EUA, Barack Obama
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Barack Obama entende que a crise ucraniana será resolvida só se o povo norte-americano souber toda a verdade. Por exemplo, que foi Washington que iniciou o conflito, escreve um jornalista norte-americano. Mas o presidente dos EUA tem muito medo dos neoconservadores.

A política externa de Barack Obama sempre foi e continua sendo um “mistério”, escreve Robert Parry, do Consortium for Independent Journalism (CIJ). Por um lado, o líder norte-americano se comporta como “realista” e trabalha construtivamente com outros países e atinge assim resultados positivos, por exemplo, o acordo com o Irão, a aproximação com Cuba, explica Perry. No entanto, às vezes ele, ao contrário, “age a favor dos neoconservadores, provocando crises horríveis”, em particular, as guerras na Síria, Líbia e o conflito na Ucrânia, resultado da “tática de golpes” usada por Washington.

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O autor diz que houve casos em que Obama se recusou a usar esta tática: 

“Em 2013 ele cancelou a operação aérea planejada contra o exército do governo sírio (que levaria à vitória da Al-Qaeda e reforço do Estado Islâmico).”

Mas o jornalista afirma que Obama não resiste realmente aos neoconservadores. Por exemplo, ele deixou publicar os relatórios da inteligência sobre o acidente do MH17 na Ucrânia, enquanto especialistas norte-americanas preferem não tirar conclusões tão apressadas. 

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Além disso, segundo Perry, o líder norte-americano é arrogante, se considera mais importante do que cidadãos dos EUA e não quer lhes dizer a verdade sobre a política externa do país, embora esta verdade pudesse evitar muitas catástrofes. 

A crise ucraniana ilustra esta qualidade de Obama, considera Perry. Por um lado, o “Obama-realista” percebe que é necessário acabar com propaganda antirussa. Por outro lado, há o “Obama-tímido” que tem medo de se tornar vilão. Finalmente, há o “Obama arrogante” que não diz a verdade aos americanos.

Entretanto, as crises internacionais provocadas pelos EUA continuam a levar o mundo a um potencial Armagedom.

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