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Ex-oficial da CIA: Nova Geração de cubano-americanos deseja o fim do embargo

© AFP 2021 / YAMIL LageCubano acena positivamente de sua varanda decorada com as bandeiras dos EUA e de Cuba
Cubano acena positivamente de sua varanda decorada com as bandeiras dos EUA e de Cuba - Sputnik Brasil
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O ex-oficial da CIA da área de contraterrorismo John Kiriacou afirmou que a nova geração de cubanos nascidos nos EUA deseja o fim do embargo comercial à Cuba e do boicote de mais de meio século que existe contra a Ilha.

"Existe agora um grande apoio na Flórida para o levantamento das sanções, mesmo entre os republicanos", afirmou Kiriacou. "Os interesses do comércio por parte dos EUA, especialmente do sul, estão fortemente a favor de que as sanções terminem".

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No passado, até mesmo presidentes democratas como Jimmy Carter e Bill Clinton mantiveram as sanções contra Cuba por causa da pressão maciça feita pela comunidade cubano-americana, especialmente na Flórida, reconheceu Kiriacou.

Sucessivos presidentes não podiam se dar ao luxo de ignorar este círculo eleitoral porque Florida é o quarto estado mais populoso dos Estados Unidos, e crucial no balanço das últimas eleições presidenciais, explicou.

No entanto, uma mudança demográfica e psicológica enorme varreu a comunidade cubano-americana no século 21, apontou o analista.

"A geração mais velha que se opôs ao levantamento das sanções morreu em grande parte fora [de Cuba], enquanto muitos daqueles que ainda estão vivos mudaram seus pontos de vista ao longo dos anos", afirmou Kiriacou.

O senador Marco Rubio da Florida continua a assumir uma posição forte contra a suspensão das sanções em sua atual campanha presidencial, mas, até agora, ele não conseguiu atrair apoio significativo, mesmo da parte do núcleo linha dura tradicional do Partido Republicano.

"Rubio não é mais representativo das opiniões da comunidade cubano-americana sobre esta questão", explicou Kiriacou.

Por causa da mudança, "ainda surge como uma possibilidade que um Congresso republicano possa levantar as sanções", observou.

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O partido Republicano tem sido tradicionalmente a principal expressão política da comunidade de negócios nos Estados Unidos, e os interesses dos negócios hoje esmagadoramente envolvem o levantamento das sanções para que possam negociar com Cuba e investir na ilha, afirmou.

"Não há nenhuma desvantagem em melhorar as relações. Há apenas boas notícias", insistiu Kiriacou. "É melhor para o turismo e é melhor para a economia".

Sanções nunca funcionaram, observou Kiriacou, e o comportamento moderado de Cuba ou a tentativa de obrigar o país a melhorar seu registro interno de direitos humanos nunca ameaçou a estabilidade política do governo em Havana.

"A única coisa que as sanções fizeram foi prejudicar cidadãos cubanos comuns, fabricantes e agricultores norte-americanos," Kiriacou concluiu.

Em dezembro de 2014, o presidente Barack Obama anunciou que sua administração iria prosseguir no caminho para normalizar as relações com o governo de Cuba.

 

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