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EUA reabrem embaixada em Cuba em cerimônia histórica

© AP Photo / Pablo Martinez Monsivais, PoolAbertura da embaixada norte-americana em Cuba na sexta-feira, 14 de agosto.
Abertura da embaixada norte-americana em Cuba na sexta-feira, 14 de agosto. - Sputnik Brasil
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Foi realizada nesta sexta-feira (14) a cerimônia oficial da reabertura da embaixada dos EUA em Havana. O hasteamento da bandeira norte-americana no prédio da representação diplomática acontece pela primeira vez em 54 anos.

A cerimônia foi conduzida pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry. "Nossas políticas do passado não conduziram a uma transição democrática aqui em Cuba. Seria pouco realista esperar que a normalização de relações tenha um impacto transformador no curto prazo", disse Kerry.

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Apesar de o evento ser um marco no processo de reaproximação entre os dois países, especialistas apontam que as questões mais espinhosas entre Cuba e EUA ainda não foram retiradas da agenda. Em entrevista à agência Sputnik, a redatora-chefe da redação da América Latina da agência de informação Regnum, Tatiana Poloskova, que se encontrava em Havana, afirmou que a questão mais importante a ser discutida é “sobre o preço que os EUA vão cobrar pela suspensão do embargo”.

Ela destacou que a reaproximação entre os dois países não altera o caráter “colonial” da política externa norte-americana.

“Os funcionários de alto escalão norte-americanos não escondem que Washington não vai interromper os esforços para mudar o regime político vigente em Cuba. O Presidente dos EUA, Barack Obama, declarou que sua próxima visita a Cuba vai depender se ‘os cubanos vão se comportar bem ou não’ – abordagem colonial que, ao que parece, não acabou, e nem todos estão dispostos a se colocar com esta posição de Washington na Ilha da Liberdade”, disse Poloskova.

O presidente norte-americano, Barack Obama, e o líder cubano, Raul Castro, anunciaram o restabelecimento das relações diplomáticas em dezembro de 2014, interrompidas há mais de 50 anos, bem como a remoção de uma série de restrições ao comércio, o investimento e as viagens impostas pelos Estados Unidos contra Cuba. O embargo dos EUA a Cuba, no entanto, continua em vigor.


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