WikiLeaks: autoridades alemãs sabiam que CIA torturava prisioneiros

© AFP 2022 / John Stillwell Julian Assange, fundador do WikiLeaks.
Julian Assange, fundador do WikiLeaks. - Sputnik Brasil
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Uma nova série de documentos secretos publicada no site de WikiLeaks esta segunda-feira (20) revelou que a Agência de Segurança Nacional (NSA) ajudou a CIA a sequestrar e torturar prisioneiros suspeitos no terrorismo.

Segundo os novos documentos secretos vazados, os suspeitos do Leste Europeu foram sequestrados com um consentimento tácito das autoridades europeias e da Alemanha. Segundo o site WikiLeaks, tais dados foram revelados pelo fundador do site, Julian Assange que disse:

“A publicação de hoje indica que a NSA foi usada para ajudar a CIA a sequestrar e torturar com impunidade. Durante anos a CIA sistematicamente sequestrava e torturava pessoas com um consentimento tácito dos governos europeus”.

O comunicado para a imprensa do site divulga que os novos documentos apresentam provas de que, entre outros altos cargos da Alemanha, a NSA espionou o ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, no período entre 1998 e 2005, antes dos atentados de 11 de setembro em Nova York. Foi depois dos ataques terroristas que os EUA oficialmente fortaleceram medidas de segurança.

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De acordo com os documentos, em 2005 Steinmeier discutiu com a então secretário de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, umas informações que tinham aparecido na mídia europeia sobre voos da CIA sobre Alemanha para prisões secretas usadas para torturar suspeitos de terrorismo na Europa Ocidental.

O chanceler alemão alegadamente não recebeu qualquer explicação definitiva de Rice e “pareceu aliviado” com este fato.

No início de junho de 2013, o ex-oficial de inteligência dos EUA, Edward Snowden, passou à mídia informações sobre os programas da NSA de vigilância de cidadãos em todo o mundo. Segundo estes dados, os serviços especiais norte-americanos escutam não só potenciais terroristas e criminosos, mas mesmo dirigentes de diferentes países.

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Em junho de 2014 o procurador-geral da Alemanha anunciou o início de uma investigação preliminar do caso de escuta pela NSA do telefone da chanceler Angela Merkel. Os norte-americanos, em resposta, lamentam apenas que as informações de Snowden estejam prejudicando as relações entre os EUA e seus aliados. Apesar disso, Washington se recusa a concluir um acordo de proibição de espionagem entre a Alemanha e os Estados Unidos.
Cabe mencionar que em abril do ano corrente a mídia revelou que a agência de inteligência alemã (BND) ajudou a NSA a espionar os líderes de todos os países da União Europeia.

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