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Tsipras é convidado a conhecer "trágicos resultados" do plano de austeridade em Portugal

© AP Photo / Francisco SecoManifestantes protestam contra privatização de empresa em Portugal
Manifestantes protestam contra privatização de empresa em Portugal - Sputnik Brasil
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O candidato à presidência de Portugal, Paulo Morais, que no ano passado foi vice-presidente da Câmara de Porto, criticou duramente as medidas de austeridade econômica exigidas pela UE em novo acordo com a Grécia.

Em entrevista ao programa "Terça à Noite" da rádio portuguesa Renascença, Morais denunciou as muitas privatizações desvantajosas ocorridas em Portugal no decorrer dos últimos dez anos e convidou o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras a visitar Portugal para ver os resultados "trágicos" do programa da troika (BCE, FMI e Comissão Europeia).

"Acho que o primeiro-ministro grego devia vir a Portugal ver as consequências negativas do plano de austeridade que foi aplicado aqui e que agora querem replicar na Grécia" – disse Morais.

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O candidato à presidência destacou que, do ponto de vista econômico, os últimos 10 anos foram desastrosos para a infraestrutura produtiva e a para a economia dos próximos 50 anos de seu país.

Morais explicou que as parcerias público-privadas de José Sócrates [premiê de Portugal entre 2005 e 2011] e mais um conjunto de negócios levaram o país à falência", e que, depois, "um conjunto de grupos econômicos, essencialmente europeus, vieram a Portugal aos saldos e Passos Coelho [atual primeiro-ministro de Portugal] foi o caseiro que vendeu a retalho o pouco que restava no Estado português".

"Passos Coelho e os seus amigos criaram em Portugal uma nova estrutura de poder econômico à custa das privatizações, sem qualquer sentido estratégico", diz Paulo Morais.

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A troika, formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), foi responsável por negociar as condições do resgate financeiro na Grécia, no Chipre, na Irlanda e em Portugal, assim como avaliar o seu cumprimento.

Em 2011, a troika avaliou as contas públicas de Portugal para definir as necessidades de financiamento do país, e foi responsável por toda a ação de sua reestruturação econômica.

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