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Alto fluxo de refugiados burundianos preocupa Nações Unidas

© AFP 2021 / Jennifer Huxta / Abrir o banco de imagensManifestantes se concentram nas ruas de Bujumbura, capital do Burundi, para acompanhar o retorno de Pierre Nkurunziza ao palácio presidencial
Manifestantes se concentram nas ruas de Bujumbura, capital do Burundi, para acompanhar o retorno de Pierre Nkurunziza ao palácio presidencial - Sputnik Brasil
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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) demonstrou grande preocupação nesta sexta-feira com a enorme quantidade de pessoas que estão deixando o Burundi em direção a países vizinhos. A ONU estima em 100 mil o número de refugiados burundianos desde o início dos distúrbios pré-eleitorais.

Após o fracassado golpe de Estado da última quarta-feira, o presidente Pierre Nkurunziza recuperou hoje a direção do governo do país. Os golpistas, liderados pelo general Godefroid Niyombare, foram presos ou estão foragidos. Segundo a polícia, Niyombare estaria escondido em algum lugar ao sul da capital, Bujumbura. 

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Em meio a isso tudo, milhares de cidadãos, que haviam comemorado o anúncio da deposição de Nkurunziza, preferiram buscar ajuda em outros países africanos. A Tanzânia recebeu mais de 70 mil refugiados, o que representa um aumento significativo, se comparado aos 17.700 que haviam sido contabilizados há uma semana. Outros 26.300 fugiram para Ruanda, enquanto pouco mais de 9 mil migraram para a República Democrática do Congo, de acordo com informações do ACNUR. 

Há dois dias, o general Niyombare, antigo chefe do serviço de informações do Burundi, anunciou a destituição de Nkurunziza, acusado de violar a Constituição ao informar, no final de abril, sua intenção de buscar um terceiro mandato nas próximas eleições, provocando uma grave crise política no país. No entanto, após alguns conflitos, forças leais ao presidente conseguiram controlar a situação e expulsar os golpistas do palácio em Bujumbura. Segundo as autoridades, todos os envolvidos no golpe serão detidos e julgados. 


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