Atacante Neymar em treino da seleção brasileira na Rússia

Brasil e Bélgica fazem duelo de gente grande nesta sexta-feira na Rússia

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Brasil e Bélgica entram em campo nesta sexta-feira, em Kazan, de olho em uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo FIFA 2018. O Brasil, mais uma vez, é favorito. Mas, desta vez, encara um adversário bem mais forte do que os que enfrentou até agora no Mundial.

Os belgas chegam para esse confronto de quartas de final com as credenciais do melhor ataque da competição, com 12 gols. Terá pela frente, porém, a defesa que menos sofreu gols, apenas 1, assim como o Uruguai. 

Para o cronista esportivo Rodrigo Campos, a torcida brasileira tem ótimos motivos para acreditar em uma vitória da seleção nesse duelo, principalmente pelo que apresentaram os comandados do técnico Tite na partida contra o México, pelas oitavas de final. Segundo ele, apesar da qualidade da equipe belga, terceira colocada no ranking da FIFA, não há comparação possível com o Brasil, o segundo do ranking. 

"Sinceramente, eu não vejo qualidades na Bélgica suficientes para que a gente entre em campo sem o favoritismo", disse ele em entrevista à Sputnik Brasil, lembrando que favoritismo é bem diferente de soberba. "Falando friamente numa análise tática das duas seleções, a seleção brasileira é infinitamente melhor do que a seleção belga, que tem uma jogada forte, que é aquela jogada aérea que, se o Brasil souber neutralizar, impedir que a bola seja alçada na área do Brasil, eu acho que dificilmente o Brasil terá uma surpresa desagradável", acrescentou, afirmando que a equipe brasileira também é superior no que diz respeito ao elenco, ao talento individual dos jogadores.

Campos explica que, na verdade, esperava uma evolução maior da seleção brasileira nessa Copa depois do empate com a Suíça na estreia. 

"O Brasil não começou bem, melhorou na competição, fez contra o México, que foi exatamente o adversário mais difícil, a sua melhor exibição, mas, para mim, ainda um pouco aquém daquela seleção que a gente considera a melhor do Brasil dentro de campo. Mas foi uma melhora significativa", disse o cronista, citando o amadurecimento de Neymar e a solidez emocional da equipe como fatores que deixam o Brasil ainda mais forte nesta etapa de quartas de final.

Ao contrário do Brasil, a Bélgica, que começou muito bem o Mundial, vem de um resultado preocupante contra o Japão pelas oitavas de final, quando chegou a estar perdendo o jogo por 2 a 0 mas acabou virando no final. Para Campos, a seleção belga só está tendo essa chance de encarar o Brasil graças à ingenuidade futebolística japonesa nesse confronto do último dia 2 em Rostov-no-Don.

"Por tudo isso, acho que o Brasil entra em campo na próxima sexta-feira com muito favoritismo", opinou. "Não existe, no futebol, aquele favoritismo que a gente aponte o 'já ganhou'. Pelos valores técnicos e pelos valores individuais das duas seleções, se fosse basquete ou se fosse vôlei, eu ia falar: olha, pode dar os três pontos para o Brasil, o Brasil está classificado. Agora, não. A imprevisibilidade no futebol é que faz desse esporte uma coisa extremamente fascinante", afirmou o especialistas, reconhecendo que a Bélgica até tem chances de derrotar o Brasil, mas destacando que, se os dois se enfrentassem dez vezes em condições normais, a seleção brasileira ganharia oito e empataria uma. 

Bélgica e Brasil se enfrentam em Kazan a partir das 15h de Brasília.

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Tags:
futebol, Copa do Mundo, Copa 2018, FIFA, Rostov-no-Don, Kazan, Rússia, Bélgica, Brasil
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