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    Mundo enfrenta COVID-19 em meados de outubro (78)
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    A advertência do principal assessor científico do governo britânico chega quando o país enfrenta a segunda onda de contágio.

    O principal assessor científico do governo britânico, Patrick Vallance, compareceu nesta segunda-feira (19) ante a Câmara dos Lordes e assegurou que a COVID-19 provavelmente nunca desaparecerá definitivamente, mesmo que haja uma vacina, e poderia se converter em uma espécie de gripe comum.

    Vallance afirmou que "é pouco provável que terminemos com uma vacina verdadeiramente esterilizante, ou seja, algo que pare a infecção por completo, e pode ser que a doença continue circulando e se torne endêmica", disse ele, citado pelo Daily Mail.

    Contudo, enfatizou que, em comparação com a gripe, o novo coronavírus não tem mutações tão rápidas, o que significa que as pessoas poderiam desenvolver imunidade ao vírus por prazos maiores.

    Ao mesmo tempo, salientou a importância da vacinação: "A expansão da vacinação reduziria as possibilidades de infecção e gravidade da doença, [...] e ela começaria a se parecer mais com uma gripe anual do que com qualquer outra coisa".

    O assessor admitiu que o mundo se encontra em uma situação excepcional e até mesmo processo de desenvolvimento da vacina contra a COVID-19 é "extraordinário". Segundo sua opinião, uma vacina de uso geral seria lançada ao mercado na próxima primavera boreal.

    Agentes de saúde realizam testes para o novo coronavírus em Seul, Coreia do Sul, 10 de agosto de 2020
    © AP Photo / Ahn Young-joon
    Agentes de saúde realizam testes para o novo coronavírus em Seul, Coreia do Sul, 10 de agosto de 2020

    O processo é ainda mais excepcional se o compararmos com a história das vacinas, quando "o tempo médio que levava para fazer uma vacina do zero era de aproximadamente dez anos e nunca se fez antes em menos de cinco anos, como mínimo", recordou.

    A advertência do especialistas chega quando o Reino Unido enfrenta a segunda onda de contágio. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos), o país europeu conta com mais de 740 mil casos confirmados de infecção.

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    Mundo enfrenta COVID-19 em meados de outubro (78)

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    Tags:
    Reino Unido, gripe, vírus, pandemia, vacina, novo coronavírus, COVID-19
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