08:36 25 Outubro 2020
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    O buraco na camada de ozônio sobre o Ártico alcançou um tamanho recorde em março, contudo, em abril ele se fechou completamente, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    "A exaustão da camada de ozônio, o escudo que protege a vida na Terra dos níveis prejudiciais de radiação ultravioleta, alcançou um nível sem precedentes em grande parte do Ártico neste período [...] A última vez que foi observada uma exaustão do ozônio como essa no Ártico foi durante a primavera de 2011", informou a entidade.

    O aumento inicial do buraco foi causado pela presença contínua de substâncias como os clorofluorcarbonetos, que destroem a camada de ozônio, e as condições meteorológicas, especificamente quando o clima está muito frio na estratosfera, a camada da atmosfera que está localizada entre 10 e 50 quilômetros de altura.

    Fissura de gelo no Oceano Ártico
    © Sputnik / Pavel Lvov
    Fissura de gelo no Oceano Ártico

    "O buraco de ozônio fechou em abril com o aumento das temperaturas na estratosfera, o que culminou com a afluência do ar rico em ozônio a partir das camadas mais baixas da atmosfera", explicou a organização.

    "A situação voltou a sua normalidade e o buraco se fechou", afirmou Clare Nullis, porta-voz da OMM.

    Ao contrário do que muitos podem deduzir, a diminuição da contaminação do ar devido à pandemia de COVID-19 não foi um fator determinante para o fechamento do buraco, ressalta a porta-voz.

    Segundo a OMM, a destruição da camada de ozônio, que protege a vida em nosso planeta da prejudicial radiação ultravioleta, é um fenômeno que ocorre no Ártico na primavera.

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    Tags:
    estratosfera, atmosfera, buraco, camada de ozônio, ozônio
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