21:53 13 Novembro 2019
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    Logotipo do WhatsApp no meio dos de outros aplicativos

    Tentativa de burlar WhatsApp está fazendo usuários perderem suas contas

    © AP Photo/ Andy Wong
    Sociedade
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    Um algoritmo do aplicativo de mensagens instantâneas baseado em tecnologia de inteligência artificial controla se os usuários estão cumprindo as normas.

    Nos últimos dias, usuários do WhatsApp burlaram as regras que, além de ter sido intolerável, foi criminoso. A "brincadeira" consistiu em trocar os nomes de grupos de usuários por expressões como "pornografia infantil".

    O algoritmo da empresa detecta e bloqueia automaticamente a conta de todos os participantes do grupo nomeado da forma escrita acima.

    Tudo indica que o objetivo dos usuários que realizaram a troca dos nomes é testar o algoritmo do WhatsApp, que tem como objetivo aplicar a política de tolerância zero quanto a temas tão graves como esse.

    Como as mensagens do aplicativo são criptografadas, o sistema de controle tem acesso somente ao nome dos grupos e alguns ícones compartilhados nele. Com base nessas informações, o algoritmo baseado em inteligência artificial determina se usuários estão ou não infringindo as normas.

    A empresa, que bloqueia cerca de 250.000 contas mensalmente por violação das normas, já reestabeleceu a conta de alguns usuários.

    Alguns usuários afetados escreveram no Twitter sobre o ocorrido e solicitaram ao aplicativo pertencente ao Facebook que reestabeleçam as suas contas suspensas.

    ​Não tem graça nenhuma mudar o nome de grupos no WhatsApp por "pornografia infantil", vamos ver se o WhatsApp ignora e nos devolve nossas contas 

    Crime cibernético

    Pedofilia na Internet é crime no Brasil, tipificado em 2008 no âmbito do Estatuto da Criança e do Adolescente, passível de pena de reclusão de 4 a 8 anos.

    De acordo com levantamento realizado pela Safernet, uma plataforma de denúncias de crimes cibernéticos, este foi o crime cibernético mais denunciado no Brasil em 2019, com 60 mil denúncias.

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    Tags:
    crimes cibernéticos, algoritmos, WhatsApp
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