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    Crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus) na aldeia de Velky Karlov, no sudeste da República Checa, 25 de maio de 2011

    Um dia da caça, outro do caçador: conheça as feras que podem te devorar vivo

    © AP Photo / Petr David Josek
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    Pesquisadores espanhóis analisaram 124 casos modernos de ataques de animais selvagens a humanos e identificaram danos aos ossos e tecidos moles das vítimas, típicos de certas famílias de predadores, como felinos, ursos e cães.

    O recente ataque nos EUA de um casuar, o maior pássaro não voador do planeta, que matou um homem de 75 anos, levantou polêmica sobre os possíveis animais assassinos de humanos.

    Revelou-se que um dos animais mais perigosos aos homens nos tempos modernos, assim como na pré-história, são os grandes felinos (tigre, leão, onça-pintada e leopardo).

    São esses animais que causam a maioria das vítimas, pois eles costumam atacar por trás e ferir órgãos vitais no pescoço, crânio e área da clavícula.

    Já a família dos Canídeos tenta primeiro desarmar a vítima. Cães e lobos começam o ataque com suas extremidades e só depois disso é que se apoderam da área do pescoço e do abdômen, e é por isso que os ataques de cães não costumam afetar tanto os ossos, mas, sim, os tecidos moles.

    Os ursos costumam avançar usando as pernas dianteiras e todo o peso do corpo. Seu golpe principal é atingir a área do crânio, pescoço, clavícula e tórax.

    Dezenas de pessoas morrem anualmente devido a ataques de leões e tigres. Biólogos da Universidade de Vanderbilt explicaram que, ao contrário do que se pensava, os grandes felinos podem enfiar as presas nas vítimas por causa da dor de dente que sentem.

    Cientistas têm analisado vários casos de ataques em série de leões contra pessoas e estudado os restos mortais de três animais devoradores de humanos. Dois dos felinos estudados, que viveram em períodos de quase 100 anos de diferença, tinham problemas dentários.

    Em 1898, um leão de Tsavo (no Quênia), que comeu com outro felino 35 pessoas em nove meses, tinha uma grave infecção na raiz do canino, que o impedia de caçar normalmente. Como ele não podia fechar as mandíbulas para mastigar uma zebra ou um búfalo, optou por caças relativamente fácies, ou seja, por humanos.

    Urso polar (foto do arquivo)
    © Sputnik / Pavel Lysitsin
    Urso polar (foto do arquivo)
    O estudo também mostrou que outro leão de Mfuwe (Zâmbia), que comeu seis pessoas em 1991, também tinha sérios problemas dentários.

    Como regra geral, os ursos raramente atacam pessoas, mas eles podem facilmente fazer isso quando, por exemplo, uma fêmea tenta proteger o filhote ou quando um macho protege seu território. No entanto, segundo pesquisadores canadenses, esses animais procuram especificamente humanos para comê-los. Entre 1999 e 2009, no Canadá, a maioria das pessoas atacadas por usos foi parcialmente comida.

    O urso mais perigoso é o polar, deixando o segundo lugar para o pardo. O castanho e o preto atacam apenas no inverno e no início da primavera.

    Em janeiro deste ano, um crocodilo mantido em um laboratório de pesquisa na Indonésia comeu uma bióloga viva enquanto ela o alimentava.

    Em se tratando de crocodilos, o mais perigoso é o crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus) africano, que comprovadamente come centenas de pessoas anualmente.

    Nos últimos anos, tem havido um aumento no número de ataques de crocodilos no estado americano da Flórida, mas os cientistas acreditam que isso se deve aos comerciantes que os levaram da África para os EUA, onde, devido ao clima favorável, acabaram fazendo com que eles se reproduzissem em série.

    A anaconda é a maior serpente da fauna do mundo moderno, com as adultas atingindo mais de cinco metros de comprimento e pesando cerca de 100 quilos.

    Anaconda paraguaia (imagem referencial)
    © Sputnik / A. Solomonov
    Anaconda paraguaia (imagem referencial)
    Cientistas que observaram esses répteis na selva venezuelana também relataram a existência de algumas dessas cobras que atingiram seis metros de comprimento. Apesar de assustadora, o único caso registrado de morte foi de um indiano de 13 anos.

    Os pesquisadores destacam que o tamanho da serpente permite que ela engula um homem. Portanto que, em 2014, o herpetologista americano Paul Rosley se voluntariou a ser presa de uma anaconda durante um experimento, e a cobra não o recusou e começou a sufocá-lo, mas ele logo foi resgatado pela esquipe.

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    Tags:
    cobras, anaconda, urso, leão, crocodilo, humanos, animais
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