22:44 26 Maio 2018
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    Eletricitários protestam em vários estados contra venda de distribuidoras da Eletrobras

    Empregados da Eletrobras denunciam 'difamação' em campanha de privatização da empresa

    Marcelo Camargo/Agência Brasil
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    Sindicatos e representantes de eletricitários se movimentam contra o que chamam de campanha difamatória do Ministério de Minas e Energia e "jogo de cartas marcadas" no processo de privatização da Eletrobras.

    Em Brasília para participar de uma Audiência Pública na Câmara dos Deputados sobre o tema, o diretor da Associação de Empregados da Eletrobrás (AEEL), Emanuel Mendes, em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, classifica como "revoltante" a campanha do Governo Federal:

    "Nós recebemos com indignação essa campanha", afirma. 

    "É revoltante que a Eletrobras contrate sem licitação uma empresa de comunicação para denegrir a imagem da própria empresa, dizendo que se ela não for privatizada vai quebrar. É uma mentira deslavada. A Eletrobras não está quebrada, nem vai quebrar", enfatiza Emanuel Mendes.

    Para enfrentar essa campanha, a AEEL lançou o movimento "Energia não é mercadoria", que rebaterá peças divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia. Serão usadas frases como "Chega de corte de energia no final do Campeonato – com a modernização da Eletrobras a luz está garantida!" e "Você por acaso é sócio da Eletrobras? Preço justo, já!".

    "Nós não entendemos a pressa desse governo de privatizar a Eletrobras ainda nesse ano", diz Emanuel Mendes. "Principalmente porque meia dúzia de empresários nacionais quer comprar a empresa em um jogo de cartas marcadas. Essas pessoas estão fazendo lobby no Congresso Nacional para que saia logo esse processo de privatização", conclui o dirigente da AEEL.

    Para enfrentar a pressão dos empresários, o movimento está enviando representantes ao Congresso Nacional para tentar sensibilizar os deputados sobre a importância da manutenção da empresa como estatal.

    O Governo Federal pretende arrecadar cerca de R$ 12 bilhões com a privatização do sistema Eletrobras, composto por 8 empresas de geração e transmissão e 6 distribuidoras. Técnicos do setor alegam que o valor está abaixo do preço de mercado.

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    Tags:
    Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel), Eletrobras, Emanuel Mendes, Brasil, Brasília
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