23:57 19 Junho 2019
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    Estudos comprovam: juventude dá boas-vindas a novas manias sexuais

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    Formas de sexo não tradicional ganham popularidade entre jovens nos últimos anos em comparação à década de 90, afirmam cientistas.

    "Observações sobre quando e como jovens começam a fazer sexo nos ajudarão a formular novas abordagens para discussão quanto à educação sexual e aos perigos das formas não tradicionais de aproximação íntima, no intuito de livrar a juventude de problemas de saúde no futuro", diz Ruth Lewis da Escola de higiene e medicina tropical de Londres.

    Nos últimos anos surgiram duas opiniões opostas: alguns acreditam que jovens passaram a se tornar adultos mais cedo, ingerindo bebidas alcoólicas e fazendo sexo ainda na escola; outros estão seguros que jovens contemporâneos, ao contrário, demoram mais para amadurecer, vivendo com seus pais e sem trabalho até os 30 anos.

    Por outro lado, últimas pesquisas norte-americanas indicam que os jovens de hoje em dia são mais calmos e modestos do que seus pais da geração Pepsi e avôs dos anos 60.

    Para entender qual das opiniões é a mais certa, a equipe de Lewis decidiu analisar dois aspectos: quando começou a vida sexual e de que formas o sexo é praticado nos primeiros 25 anos de vida. Ao analisar dados de 45.000 jovens britânicos, cientistas chegaram à conclusão que durante últimas duas décadas alguns hábitos dos jovens mudaram.

    Por exemplo, não mudou a idade do primeiro beijo e sexo que acontece entre 14 e 16 anos de idade, no entanto, as formas de sexo mudaram: sexos anal e oral ganharam mais popularidade entre jovens contemporâneos. Segundo afirmam cientistas, antes, apenas um décimo dos jovens preferia experimentos na cama ao sexo tradicional.

    Hoje em dia os dados apontam preferências completamente opostas, um quarto dos rapazes e uma em cada cinco moças fazem sexo não tradicional. Segundo cientistas, as mudanças estão ligadas à crescente "sexualização" da cultura moderna e divulgação de informações sobre o assunto na Internet.

    Segundo Lewis, citada pela revista Journal of Adolescent Health, os serviços sociais e escolas devem levar em consideração essa tendência para proteger os jovens de problemas de saúde, ligados também à propagação de infecções venéreas.

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    Tags:
    sexo oral, jovens, sexo, Reino Unido
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