14:53 13 Dezembro 2017
Ouvir Rádio
    Uma das pirâmides no Egito (foto de arquivo)

    As cinco maiores descobertas arqueológicas no Egito em 2016

    © AFP 2017/ KHALED DESOUKI
    Sociedade
    URL curta
    4272

    O ano que está chegando ao fim marcou várias descobertas sensacionais de arqueólogos - a Sputnik lembra as cinco mais marcantes.

    Todas as descobertas abaixo mencionadas foram feitas no Egito.

    O mais antigo papiro egípcio

    A descoberta do mais antigo manuscrito egípcio foi um dos acontecimentos mais marcantes do ano 2016.

    O manuscrito data da época do reinado de Khufu, que liderou o Egito antigo no século XXVI a.C.

    Papiro egípcio mais antigo exposto em Museu Egípcio em Cairo. 14 de julho de 2016
    © REUTERS/ Mohamed Abd El Ghany
    Papiro egípcio mais antigo exposto em Museu Egípcio em Cairo. 14 de julho de 2016
    O texto do documento descoberto é um diário de uma pessoa chamada Merer, um funcionário que chefiou uma das maiores equipes de trabalhadores durante a construção da famosa Pirâmide de Quéops, uma das maravilhas do mundo antigo, também conhecida como a Grande Pirâmide de Gizé.

    ​O manuscrito contem registros de três meses de vida cotidiana dos trabalhadores no porto de Wadi al-Jarf, que transportavam enormes blocos de pedra calcária à cidade de Cairo destinados à construção do túmulo do rei Khufu.

    Grande Esfinge de Gizé no Egito
    Grande Esfinge de Gizé no Egito
    O papiro foi descoberto em 2014 na zona do Mar Vermelho, perto de um porto localizado a 120 km da cidade de Suez. Pela primeira vez o documento foi exposto no Museu Egípcio do Cairo em 14 de julho de 2016.

    Descoberta surpresa em uma casa de comerciantes de antiguidades 

    Outra revelação excepcional foi feita na zona de escavações arqueológicas perto da cidade egípcia de Edfu, na vila de al-Nakhl. Os donos da casa onde foi feita a descoberta por muito tempo eram suspeitos pelas autoridades e arqueólogos de vender antiguidades ilegalmente, mas o que eles acabaram por descobrir superou todas as expectativas.

    Na casa foi encontrada uma estátua autêntica do rei Amenhotep III, modestamente colocada em um canto de uma das salas!

    A obra, de 1,5 metros de altura, do faraó egípcio que reinou no país no século XIV a.C. é feita de granito negro.

    Exemplares semelhantes de arte egípcia podem ser vistas nas Salas Egípcias do Museu Britânico de Londres e no museu Louvre de Paris.

    A notícia sobre a descoberta da escultura foi divulgada em 31 de dezembro de 2015 por via de um comunicado do Ministério de Antiguidades do Egito, dando origem a numerosos artigos na mídia durante várias semanas.

    Ramsés III foi alvo de cirurgia cosmética após a morte

    É fato geralmente sabido que faraó Ramsés III, governante egípcio do século XII a. C, acabou assassinado durante um golpe palaciano. Uma das suas mulheres, Tiye, e o filho dela Pentawere aparentemente estiveram por trás do golpe, segundo um dos textos de um papiro.

    Segundo os documentos, o rei primeiramente foi amaldiçoado por uma bruxa mas sem resultado e, por isso, os seus rivais usaram outro método, que mesmo agora continua desconhecido, que causou a morte do faraó.

    Múmia de Ramsés III
    Múmia de Ramsés III
    A radiologista da Universidade de Cairo Sahar Saleem, que estudou múmias reais no Museu Egípcio, encontrou os restos de Ramsés III. Ela descobriu que o faraó foi assassinado por vários assaltantes com diferentes armas.

    De acordo com a pesquisadora, o dedo do pé de Ramsés III foi cortado, provavelmente com um machado durante um ataque face a face. Na mesma briga a garganta do faraó foi rasgada por detrás com algo parecido com uma faca obsidiana.

    Mas o fato mais interessante descoberto pela pesquisadora é que, após a morte, o faraó passou por uma espécie de cirurgia cosmética para que a sua múmia parecesse mais atraente.

    Restos mumificados da bela rainha Nefertari 

    Outra descoberta importante ligada com múmias foi feita em 30 de novembro do ano corrente. Os pesquisadores informaram que finalmente conseguiram resolver o mistério das pernas mumificadas que foram encontradas ainda em 1904 no túmulo da rainha Nefertari. 

    Pernas mumificadas da rainha Nefertari
    © REUTERS/ journals.plos.org
    Pernas mumificadas da rainha Nefertari
    Até agora a descoberta ainda não tinha sido estudada cientificamente, mas os pesquisadores descobriram há pouco que as pernas pertenciam a uma mulher de meia idade ou idosa, que tinha altura de cerca de 165 centímetros e poderia ter pequenos problemas de artrite.

    Os pesquisadores sugerem que as pernas de fato pertenciam a Nefertari, uma das mais famosas rainhas egípcias, cujo nome significa "a mais bela".

    Entrada secreta por trás de tumba de Tutancâmon

    Mas a descoberta mais mencionada em 2016 foi o estudo do túmulo de Tutancâmon, feito no Vale dos Reis. Um dos especialistas em história do Egito mais famosos do mundo, o doutor britânico Nicholas Reeves da Universidade de Arizona (EUA) estudou as paredes do tumulto do famoso faraó, sugerindo que estas poderiam esconder muitos segredos.

    Reeves acredita também que o túmulo da rainha Nefertari, que por muito tempo esteve perdido, poderia se encontrar por trás de entrada secreta do túmulo de Tutancâmon.

    Sarcófago do rei Tutancâmon
    © AFP 2017/ MOHAMED EL-SHAHED
    Sarcófago do rei Tutancâmon
    Em 2015 o radiologista japonês Hirokatsu Watanabe realizou um estudo que mostrou uma suposta entrada para duas câmaras secretas, onde alegadamente há muitos artefatos de metais e orgânicos, o que prova também a teoria do doutor Reeves.

    As pesquisas levaram o Ministério de Antiguidades do Egito de emitir um comunicado dizendo que eles estão quase certos da existência de câmaras secretas no túmulo de Tutancâmon.

    Infelizmente outra pesquisa com uso de técnicas radiológicas realizada por uma equipe apoiada pela Sociedade National Geographic não provou a teoria. Em 11 de maio, o jornal Life Science informou que as câmaras não foram encontradas.

    Tags:
    arqueologia, descoberta, Egito
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik