13:43 22 Agosto 2017
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    Homem coleta enxofre da cratera do vulcão Ijen, Indonésia

    Fogo e enxofre: As viagens perigosas dos indonésios a vulcão ativo

    © AP Photo/ Binsar Bakkara
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    Os aldeões indonésios da ilha de Java fazem caminhadas perigosas para coletar enxofre valioso no vulcão ativo de Ijen, onde existe o lago mais ácido do mundo.

    Centenas de pessoas que vivem perto do vulcão de Ijen, na parte oriental da ilha de Java, passam o seu tempo coletando enxofre valioso nos arredores do vulcão, comunicou a agência RIA Novosti na quarta-feira (4).

    O vulcão de Ijen é o lugar de duas das ocorrências mais insólitas do mundo. O primeiro fenômeno são as fumarolas, uma abertura na crosta do planeta que emite fumos e gases inflamáveis, que acendem quando entram em contato com a atmosfera, rica em oxigênio, e emitem uma chama azul. 

     Homen na cratera do vulcão ativo de Ijen onde aldeões indonésios coletam enxofre
    © AP Photo/ Binsar Bakkara
    Homen na cratera do vulcão ativo de Ijen onde aldeões indonésios coletam enxofre

    O segundo fenômeno é o maior lago ácido do mundo, com um pH extremamente baixo: apenas 0.5. A caldeira vulcânica está situada 2.600 m acima do nível do mar, tem 1.000 metros de largura e contém água azul-turquesa, resultado da sua acidez extrema e da alta concentração de metais dissolvidos.

    O vapor tóxico do vulcão ativo de Ijen, Java, Indonésia
    © AP Photo/ Irwin Fedriansyah
    O vapor tóxico do vulcão ativo de Ijen, Java, Indonésia

    O Deserto de Danakli na Etiópia
    © Foto: Felipe Gomez/Europlanet 2020 RI
    Apesar dos perigosos vapores tóxicos do vulcão, cada dia centenas de pessoas fazem caminhadas até ao vulcão para encontrar enxofre. O trabalho se inicia à meia-noite, de forma a voltar antes do nascer do sol e assim evitar as altas temperaturas diurnas. Muitas pessoas têm só um pano molhado para se proteger dos gases e usam pés de cabra e pás para coletar o enxofre em cestos. Eles pesam a sua carga numa base a três quilômetros de distância e depois retornam ao vulcão.
    Num dia de trabalho árduo, durante o qual eles vão até à cratera três ou quatro vezes, os trabalhadores ganham apenas cerca de US$10-20 (R$35-70).

    Tags:
    vulcão, Java, Indonésia
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