09:46 18 Agosto 2017
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    Manifestação política na Suécia.

    Suécia proíbe ‘mulheres africanas’

    © AFP 2017/
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    Uma fantasia de Carnaval chamada “mulher africana” vendida no site sueco Partykungen.se foi acusada de racismo.

    Partykungen (“rei das festas”) é um site que vende fantasias de Carnaval e mercadorias para festas. Entre as mercadorias à venda estava uma fantasia “mulher africana”. Na foto da embalagem via-se uma menina com o rosto pintado com tinta negra.

    “Esta foto vem do nosso fornecedor mas nós em todo o caso não devíamos publicar tais fotografias. Reconheço que esta mercadoria tem um nome impróprio e a foto também ficou imprópria”, diz Joel Svensson, coproprietário da empresa.     

    Alguns usuários do site reagiram à foto e à própria fantasia. Por exemplo, muitos escreveram um comentário no Facebook:

    “O meu Deus, o que é isto? Onde posso queixar-me disso?”

    “Vou ligar ao serviço de atendimento ao consumidor e vou gritar com eles! Isto está errado”.

    Após as críticas contra o rosto pintado e a própria fantasia, o site mudou a foto, o nome da mercadoria (agora chama-se “vestido africano”) e retirou-o de venda.

    Fantasia de carnaval “mulher africana” na Suécia
    Skärmdump från Partykungen.se
    Fantasia de carnaval “mulher africana” na Suécia

    “Nós reconsideramos a nossa gama de produtos para que não tenhamos fantasias com modelos de rostos pintados. E vamos pensar se podemos manter esta fantasia para venda. Neste caso, a descrição deve ser diferente. Devemos pensar o que fazer no futuro e simplesmente pedir desculpas”, concluiu Joel Svensson. 

    Na descrição antiga tinha o seguinte texto:

    “Uma fantasia de festa excelente que dentro de um segundo irá levar você à África. É ideal para festas temáticas sobre diferentes países ou com África como tema principal”. Agora a descrição foi eliminada do site.

    No site também há outras fantasias étnicas. Por exemplo, “princesa indiana” “menina mexicana” “Gueixa”, assim como uma fantasia de árabe com camelo.

    Tags:
    sociedade, racismo, escândalo, Suécia
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