20:05 24 Setembro 2017
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    Material bélico.

    Norte-americanos usam armas para matar, não para se proteger

    Pedro Ribas / ANPr
    Sociedade
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    Nos EUA, são mais as pessoas que usam armas para matar do que aquelas que as usam para se proteger, segundo revelam os dados de uma pesquisa publicados nesta quarta-feira.

    Segundo a pesquisa, realizada pela organização sem fins lucrativos Centro Policial de Violência (VPC na sigla em inglês), publicada nesta quarta-feira (19), o número de homicídios em 35 grandes cidades aumentou 19% durante o último ano, e os tiroteios sem vítimas mortais aumentaram 62%.

    A VPC registou um aumento de violência no país e comparou número de homicídios em meados do julho, em quatro cidades – Nova York, Chicago (estado de Illinois), Houston (Texas) e Philadelphia (Pensilvânia), com os dados do mesmo período em 2014.

    A mesma pesquisa mostrou que os proprietários de armas cometeram só 259 “homicídios justificados”, em comparação com 8.342 casos em 2012. Tais números criam a proporção de 34 por cada homicídio justificado, o que, de acordo com a definição da Agência Federal de Investigação dos EUA (FBI), é “o assassinato de criminoso durante o crime por um cidadão”.

    O chefe da polícia da cidade de St. Louis, Sam Dotson, relacionou ainda o aumento da taxa de criminalidade em novembro com o “efeito de Ferguson”, quer dizer, o fato de que policiais, lidando com as consequências da morte de Michael Brown, preferem abster-se do serviço para não ser processados por fazer o seu trabalho. Como resultado disso, “os criminosos sentem-se mais poderosos”.

    Lembramos que, em 9 de agosto de 2014, o policial de raça branca Darren Wilson matou a tiro o jovem negro de 18 anos de idade Michael Brown, na pequena cidade de Ferguson, nos arredores de St.Louis.

    Tags:
    criminalidade, violência, pesquisa, polícia, Michael Brown, EUA
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