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    Os eventos recentes nos EUA mostraram que os gigantes da tecnologia não dão a mínima importância à Constituição do país e que eles próprios determinam seus direitos, declarou o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov.

    "Os eventos recentes, inclusive nos EUA, [mostram] que meia dúzia de pessoas que criaram seus impérios tecnológicos não querem sequer saber quais direitos eles têm em seu país. Elas próprias determinam seus direitos, com base nas chamadas normas corporativas, e não dão a mínima importância à Constituição de seus países. Nós claramente observamos isso nos EUA. É claro que isto é motivo de grande preocupação", afirmou.

    Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, participa de coletiva de imprensa com seu homólogo da Arábia Saudita em Moscou, Rússia, 14 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Ministério das Relações Exteriores da Rússia / Handout
    Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, participa de coletiva de imprensa com seu homólogo da Arábia Saudita em Moscou, Rússia, 14 de janeiro de 2021

    Lavrov também falou sobre o bloqueio das contas do presidente Donald Trump nas redes sociais, comentando que as autoridades cometeram uma grande falha ao não garantirem o acesso gratuito dos cidadãos às informações.

    "A questão não é Trump, a questão é, repito, o governo ter falhado grosseiramente em sua obrigação de fornecer acesso à informação. Quando relataram que não foi o governo norte-americano que calou aqueles que eram reconhecidos por todas essas plataformas como fontes de informações incorretas e não confiáveis, mas sim as corporações, que não teriam assinado nenhum pacto, tudo isto é uma forma enviesada de encobrir a fraqueza."

    Lavrov ainda observou que as convenções e decisões da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que o Ocidente nunca se cansa de citar, estabelecem a obrigação do Estado de garantir o livre acesso à informação a todos os cidadãos em seu território.

    Invasão do Capitólio

    No dia 6 de janeiro, adeptos de Trump invadiram o Congresso dos EUA para protestar contra a certificação dos votos do Colégio Eleitoral a favor do democrata Joe Biden. Além de depredarem o Capitólio, os invasores passaram horas confrontando a polícia, ocasionando a morte de um policial e de quatro manifestantes.

    Posteriormente, o Twitter, Facebook, Youtube e Instagram anunciaram a suspensão por tempo indeterminado da conta do presidente norte-americano, Donald Trump, para evitar, segundo disseram, que suas publicações incitassem seus seguidores a protagonizarem novos distúrbios.

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    Tags:
    Internet, redes sociais, Capitólio dos EUA, tecnologias, tecnologia, eleições, EUA, Rússia
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