19:09 13 Dezembro 2019
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    Adeus à Boeing: companhia aérea russa cancela compra de 22 aeronaves

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    Rússia
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    A maior companhia aérea da Rússia, Aeroflot, cancelou formalmente o pedido de compra de 22 aeronaves Boeing 787 Dreamliner. O valor estimado da encomenda era de US$ 5,5 bilhões (R$ 22 bilhões).

    A companhia aérea russa Aeroflot cancelou um pedido à montadora norte-americana Boeing estimado em R$ 22 bilhões. O cancelamento vem em um momento conturbado para a empresa, que enfrenta a crise ligada aos recentes acidentes fatais com o seu modelo 737 MAX.

    O cancelamento não foi anunciado por nenhuma das partes, mas já saiu da relação de pedidos mensais da gigante norte-americana.

    De acordo com fonte ouvida pela Reuters, a Boeing pode ter que cortar sua produção em 2022.

    O calcanhar de Aquiles da montadora é o modelo 737 MAX, adquirido por companhias aéreas ao redor do mundo. Com falhas de projeto, as aeronaves não podem operar há quase oito meses, sem previsão para volta.

    Visão aérea de aeronaves modelos 737 MAX impossibilitadas de operar, estacionadas em aeroporto nos EUA, em setembro de 2019
    © REUTERS . Lindsey Wasson
    Visão aérea de aeronaves modelos 737 MAX impossibilitadas de operar, estacionadas em aeroporto nos EUA, em setembro de 2019

    Outra fonte ouvida pela Reuters disse que a Boeing tem dezenas de slots de 787 por vender ou com perspectiva de ficarem vazios em sua linha de produção para 2022. O número exato de posições vagas na linha de produção depende da capacidade da montadora de atrair os pedidos prometidos pelas companhias aéreas, dados que são confidenciais.

    De acordo com as estatísticas disponíveis, a demanda por aeronaves de fuselagem estreita continua consistente. Por outro lado, a demanda por aeronaves de fuselagem larga utilizadas em voos intercontinentais, como o Dreamliner 787 ou os Airbus A330 e A350, está em queda.

    O diretor executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, disse no mês passado que a empresa estava acompanhando de perto as chamadas "áreas de macrorrisco".

    Ele ainda notou que a Boeing havia deixado slots reservados nas linhas de produção dos modelos 777 e 787 para pedidos da China que foram cancelados por causa da guerra comercial com os EUA.

    "Há uma certa dependência da decisão final sobre os pedidos dos chineses", disse Muilenburg.

    Alguns fornecedores da montadora ficaram surpresos com o comentário, uma vez que as empresas fabricantes costumam mobilizar seus recursos somente após receber encomendas, e não antes.

    Dados da empresa mostram que a Boeing registrou oficialmente um pedido de oito aeronaves 787-10, o maior modelo Dreamliner, feito pela companhia Air New Zealand.

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