17:34 29 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Rússia
    URL curta
    4102
    Nos siga no

    Rússia está muito preocupada com o desejo de Pyongyang de adquirir o estatuto nuclear, disse na entrevista à RIA Novosti o chanceler russo, Sergei Lavrov.

    "Nunca vamos aceitar e aprovar isto. Os passos tomados pela Coreia do Norte nesta direção minam o regime global de não proliferação. E nestas tensas circunstâncias na península coreana são muito perigosos."

    A Rússia, sendo um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, ao longo de muitos anos participava na elaboração das resoluções que proíbem a Coreia do Norte de efetuar testes nucleares e lançamentos de mísseis balísticos. As restrições internacionais que estão hoje em dia em vigor têm por objetivo prevenir o desenvolvimento do programa nuclear e de mísseis de Pyongyang, disse o ministro.

    "Nós não partilhamos as aspirações de alguns países de exercer a 'pressão máxima' sobre a Coreia do Norte que muitas vezes é considerada por eles como um bloqueio completo econômico e político com todos os meios possíveis."

    Sergei Lavrov adicionou que nestas circunstâncias, não se leva em conta que a realização de tal plano causará uma catástrofe humanitária real e apelou aos parceiros para concentrar na solução de problemas concretos na península com base nas negociações, o que somente será possível se manter os contatos com Pyongyang.

    Por sua vez, Moscou tenta apoiar os contatos com a Coreia do Norte ao nível mais alto possível e está certa de que não somente Pyongyang, mas também Washington e os seus aliados deve se abster de quaisquer ações capazes de provocar a crise.

    Mais:

    Kim Jong-un chama para 'ofensiva revolucionária' contra 'práticas não socialistas'
    Opinião: a causa da tensão na península coreana é a política externa dos EUA
    Coreia do Norte: novas sanções da ONU são uma declaração de guerra
    Tags:
    crise coreana, bloqueio, pressão, programa nuclear, ONU, Sergei Lavrov, Coreia do Norte
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar