11:32 25 Julho 2017
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    Equipamento do Laboratório de Metais Supercondutores da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologias de Moscou (MISiS)

    Na Rússia, foi inventado o modo de produção de metais não ferrosos de custo ultra-baixo

    © Foto: Universidade Nacional de Ciência e Tecnologias de Moscou (MISiS)
    Rússia
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    Instituto Nacional Tecnológico de Pesquisa (INTP) MISiS relata que os químicos russos desenvolveram uma nova técnica para a recuperação de cobre, níquel e molibdênio a partir do minério, o que irá reduzir drasticamente o custo de produção de metais não-ferrosos e melhorar a ecologia dos distritos industriais.

    Aleksandr Medvedev, o professor do Departamento de metais não-ferrosos e ouro do INTP MISiS disse: "A nossa tecnologia tem quatro vantagens principais. Primeiro, é mais barata devido à redução do consumo de energia; em segundo lugar, o grau de recuperação de metais é maior; em terceiro lugar, o processo é mais amigo do ambiente, por causa de eliminação ou redução substancial das emissões de dióxido de enxofre; em quarto lugar, os produtos resultantes são fáceis de trazer para comercialização".

    De acordo com o cientista, a maioria dos metais não-ferrosos contem nas rochas sob a forma de compostos de enxofre insolúveis, que são bastante difíceis de transformar numa forma solúvel. Geralmente, um minério é simplesmente calcinado, em resultado de que o enxofre é convertido em dióxido de enxofre, e como resultado deste processoos óxidos metálicos são reduzidos por calcinação em fornos metalúrgicos.

    Os processos semelhantes usados hoje na Rússia para a fusão de maior parte dos metais não-ferrosos, são os processos que consomem muita energia bem como ambientalmente prejudiciais.

    Os cientistas sugerem usar uma técnica diferente de processamento de minério, o que permite reduzir a intensidade energética da produção e livrar-se dos compostos gaseiformes de enxofre. Esta técnica inclui dois estágios: primeiro, o minério é sinterizado com sal de mesa comum ou com cloreto de potássio, e então o produto de calcinação é simplesmente tratado com água.

    Após disso, é obtido um pó de hidróxido de metal, que pode ser facilmente dissolvido em ácido o que torna possível a extração de cobre, níquel ou molibdênio, usando as reações químicas ou eletroquímicas.

    Como um "bônus", a solução durante a fundição de cobre irá conter mais duas substâncias úteis — sulfato de cobre (um reagente químico importante e inseticida) e sulfato de potássio, que pode ser usado como um fertilizante.

    De acordo com as palavras de Medvedev, a tecnologia foi testada em minérios de níquel e cobre de Rússia, Mongólia e Mianmar e já foi implementada na produção. Além disso, o método foi testado com sucesso para o processamento de concentrados de molibdénio, e agora os cientistas estão prontos para testá-lo em um ambiente industrial.

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