Polícia ucraniana e representantes dos movimentos nacionalistas bloqueiam prédio do consulado russo em Odessa, 18 de março de 2018

Polícia ucraniana impede cidadãos russos de votar nas eleições presidenciais 2018

© Sputnik / Stringer
Notícias
URL curta
25425

A polícia das cidades ucranianas de Kiev, Odessa e Lvov não deixa entrar os cidadãos russos nas representações diplomáticas para votarem nas eleições presidenciais de 2018, informa o correspondente da Sputnik.

Em Lvov, os policiais junto com a Guarda Nacional ucraniana cercaram o prédio do consulado russo, onde está uma das seções eleitorais, com uma cerca metálica.

"Deixamos entrar apenas aqueles que trabalham no consulado de acordo com a lista que temos. Não deixamos entrar mais ninguém", disse ao correspondente da Sputnik um dos policiais que vigilam o prédio.

Algumas dezenas de representantes de um movimento nacionalista instalaram uma tenda perto do consulado russo, eles pretendem organizar o assim chamado "corredor da vergonha" para aqueles que vão votar.

Dezenas de efetivos dos serviços de segurança patrulham a área perto do consulado, a situação permanece tranquila.

Em Odessa e Kiev a polícia também barrou a entrada nas representações diplomáticas russas. Há informações de que em Kiev os nacionalistas do Setor de Direita (Pravy Sektor, organização proibida na Rússia) protestam perto do consulado russo.

Na véspera, o Ministério do Interior ucraniano declarou que não deixará os russos entrarem nos consulados e na embaixada russa para votar.

A chancelaria russa considera que a decisão das autoridades ucranianas não tem precedentes e sublinha que esta contradiz as normas do direito internacional e não cabe no quadro da compreensão que se tem do que são os países civilizados.

Mais:

Cibertaques aumentaram por conta das eleições russas, diz empresa de telecomunicação
7 grandes diferenças entre eleições presidenciais russas e norte-americanas
Tags:
embaixada, consulado, eleições presidenciais, Odessa, Lvov, Kiev, Ucrânia
Padrões da comunidadeDiscussão
Comentar no FacebookComentar na Sputnik