08:51 22 Outubro 2021
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    O Irã rejeitou o diálogo direto com os EUA, bem como negociações indiretas, sobre a reativação do acordo nuclear de 2015.

    O ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Hossein Amirabdollahian, disse no sábado (2) que as autoridades americanas tentaram discutir o reinício do diálogo nuclear no mês passado, mas insistiu que Washington deveria primeiro liberar US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53,6 bilhões) dos fundos congelados de Teerã como sinal de boa vontade, informa a agência Reuters.

    O Irã não tem conseguido obter seu capital em ativos em bancos estrangeiros, principalmente provenientes das exportações de petróleo e gás, devido às sanções norte-americanas sobre seus setores bancário e energético.

    Os EUA "tentaram nos contatar por diferentes vias [na Assembleia Geral da ONU] em Nova York, e eu disse aos mediadores que se as intenções [dos Estados Unidos] da América são sérias, então seria necessária uma indicação séria, [...] liberando pelo menos US$ 10 bilhões de dinheiro bloqueado", disse o diplomata persa citado na matéria.

    As potências ocidentais exortaram o Irã a retornar às negociações, advertindo que o tempo está se esgotando, uma vez que o programa nuclear de Teerã está avançando muito além dos limites estabelecidos pelo acordo de 2015.

    Amirabdollahian reiterou que o Irã voltaria "em breve" às negociações nucleares paralisadas em Viena, mas recusou apontar uma data.

    Teerã afirma que suas medidas nucleares são reversíveis se Washington levantar todas as sanções, mas tanto as autoridades iranianas como as ocidentais estão cientes que muitas questões ainda precisam ser resolvidas antes que o acordo possa ser reativado.

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    Tags:
    Irã, EUA, sanção, acordo nuclear, chanceler
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