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    Cessar-fogo fechado entre Israel e o Hamas, o movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza, ainda se mantém nesta segunda-feira (24).

    O Hamas parou de lançar foguetes contra os territórios israelenses, enquanto Israel cessou de bombardear a Faixa de Gaza, onde pelo menos 240 pessoas foram mortas nos 11 dias de intensos combates.

    Para Israel, a operação Guardião das Muralhas tem sido um sucesso. Durante os ataques aéreos israelenses foram eliminados dezenas de membros do Hamas e da Jihad Islâmica, incluindo vários alto comandantes.

    A operação reduziu a capacidade do Hamas de produzir e lançar foguetes e, mais importante, danificou o chamado metrô do Hamas – a rede de túneis utilizada pelo movimento não só para se esconder, mas também para armazenar e transportar munições e armamentos.

    No entanto, Abu Seada, um especialista na Faixa de Gaza, disse à Sputnik que isso não é suficiente para neutralizar o grupo, duvidando que as conquistas de Tel Aviv tenham sido assim tão extensas.

    "Israel afirma ter destruído cerca de 100 km de túneis em Gaza. Isto é implausível, simplesmente porque tal significa que um terço de Gaza teria que ter sido destruído e nós sabemos que não é o caso. O que foi severamente danificado foi a infraestrutura da Faixa [de Gaza], não a sua capacidade de disparar foguetes", observa o analista.

    Embora seja muito cedo para avaliar os danos da recente onda de hostilidades, a destruição de vários edifícios residenciais, estradas, escolas, hospitais e delegacias de polícia custarão bilhões de dólares ao Hamas.

    Apoiadores do partido palestino Hamas seguram bandeiras verdes em protesto fora da Cidade Velha de Jerusalém, 23 de abril de 2021
    © AP Photo / Khalil Hamra
    Apoiadores do partido palestino Hamas seguram bandeiras verdes em protesto fora da Cidade Velha de Jerusalém, 23 de abril de 2021

    De acordo com estimativas israelenses, durante os 11 dias de combates, o Hamas foi capaz de lançar simultaneamente 150 foguetes, em comparação com 70 em 2014. Abu Seada não duvida de que, em futuras tensões, as capacidades do Hamas serão ainda mais robustas.

    "Apesar de o Hamas estar sendo atacado, e apesar de o Egito ter destruído muitos dos seus túneis, o Hamas de 2014 emergiu como um jogador mais forte. Os seus foguetes se tornaram mais precisos. Os explosivos causaram mais danos e seu alcance foi maior. Por isso é que não duvido que eles [o Hamas] serão ainda mais fortes no futuro", afirma Seada.

    "Duvido que Israel consiga subjugar o Hamas. A única solução para o atual conflito é uma solução política. E se os dois lados não conseguirem chegar a ela, suponho que mais hostilidades ocorrerão no futuro", concluiu o analista.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    conflito armado, Forças de Defesa de Israel (FDI), Hamas, Faixa de Gaza, conflito israel palestina
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