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    O projeto de resolução da França teria ajuda da Tunísia, Egito e Jordânia. Até o momento, o Conselho de Segurança da ONU não adotou nenhuma declaração sobre a violência israelense-palestina.

    Nesta quarta-feira (19), as Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram que sirenes de ataque aéreo estão soando novamente nas áreas do sul do estado judeu, enquanto um novo lote de foguetes foi disparado pelo Hamas da Faixa de Gaza.

    Uma fonte diplomática do Conselho de Segurança da ONU afirmou que a França, juntamente com Tunísia, Egito e Jordânia, estaria preparando um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU que apelará a um cessar-fogo entre Israel e Hamas, bem como à organização de um corredor humanitário na zona de conflito.

    Homem coloca a mão na cabeça após fábrica ser bombardeada por forças israelenses, no norte da Faixa de Gaza, 17 de maio de 2021
    © REUTERS / Ashraf Abu Amrah
    Homem coloca a mão na cabeça após fábrica ser bombardeada por forças israelenses, no norte da Faixa de Gaza, 17 de maio de 2021

    Segundo a Reuters, a França teria pedido na terça-feira (18) ao Conselho de Segurança da ONU a aprovação imediata de uma resolução sobre a violência entre Israel e militantes palestinos. No entanto, a reunião do Conselho de Segurança teria terminado no mesmo dia sem emitir uma declaração sobre a escalada de tensões entre o Estado judeu e o grupo militante islâmico.

    A resolução foi distribuída como resultado das conversas do presidente francês Emmanuel Macron com o homólogo egípcio Abdel Fattah al-Sisi e o rei Abdullah II da Jordânia. Paris disse que "os três países concordaram em três elementos simples: o tiroteio deve parar, é chegada a hora de um cessar-fogo e o Conselho de Segurança da ONU deve abordar a questão".

    O jornal The Times of Israel citou uma fonte não identificada dizendo que o texto da resolução ressalta a necessidade urgente de assistência humanitária a Gaza e não menciona o lançamento de foguetes do Hamas, embora se espere que emendas sejam adicionadas nos próximos dias.

    "A estratégia é convencer todas as partes, então o texto deve ser bem focado e aceitável para todos", frisou a fonte, acrescentando que ainda não está claro quando a resolução será levada ao Conselho de Segurança.

    O embaixador da China na ONU, Zhang Jun, disse por sua vez que durante uma reunião a portas fechadas dos membros do Conselho de Segurança "ouviu a proposta feita por nosso colega francês no Conselho e quanto à China, definitivamente, apoiamos todos os esforços que facilitem o fim da crise e a volta da paz no Oriente Médio".

    Os comentários foram feitos alguns dias depois que dois diplomatas não identificados disseram ao The Times of Israel que os EUA bloquearam novamente as tentativas da Noruega, Tunísia e China no Conselho de Segurança de aprovar uma resolução conjunta condenando a violenta escalada do conflito israelense-palestino.

    Durante as duas reuniões anteriores do Conselho de Segurança, os esforços para aprovar tal documento também foram bloqueados por Washington, que pediu mais tempo para sua própria atividade diplomática.

    Caças das FDI atingiram o principal centro de operações das forças de segurança interna do Hamas no norte de Gaza. O centro de operações era uma parte central da infraestrutura terrorista do Hamas. Avisamos com antecedência os que estavam dentro e concedemos tempo suficiente para a evacuação.

    A embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, destacou que Washington está "trabalhando incansavelmente por meio dos canais diplomáticos para tentar pôr fim a este conflito".

    No desenvolvimento mais recente, o presidente dos EUA, Joe Biden, indicou novamente o apoio a um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, mas não chegou a pedir o fim imediato das hostilidades bilaterais.

    Durante uma conversa por telefone com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na segunda-feira (17), Biden também "reiterou seu firme apoio ao direito de Israel de se defender contra ataques indiscriminados com foguetes", segundo um comunicado da Casa Branca.

    A crise atual eclodiu na semana passada após a agitação civil em Jerusalém Oriental, gerando hostilidades na fronteira de Israel e da Faixa de Gaza. Até o momento, o Conselho de Segurança da ONU não adotou nenhuma declaração sobre a violência israelense-palestina devido ao veto dos EUA aos documentos.

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    Conselho de Segurança da ONU, ONU, cessar-fogo, Hamas, israel, França, Gaza
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