15:45 21 Abril 2021
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    Mais de 5.000 pessoas fugiram de Palma, em Moçambique, cidade capturada por jihadistas, disse à Sputnik Saviano Abreu, representante do Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).

    "Registramos que mais de 5.300 pessoas fugiram da violência em Palma e já chegaram aos distritos de Nangade, Mueda, Montepuez e Pemba. O número de pessoas deslocadas por este terrível incidente é provavelmente muito maior. Temos informações de que milhares de outras pessoas estão se dirigindo para locais mais seguros a pé, de barco e de ônibus. Os Serviços Aéreos Humanitários da ONU estão apoiando os esforços de evacuação", disse o porta-voz do OCHA.

    Abreu expressou preocupação com a situação, observando que muitas pessoas que chegam de Palma estão "exaustas, traumatizadas e feridas".

    “Muitos são crianças desacompanhadas que perderam seus pais ou foram separadas deles enquanto fugiam do ataque. Elas precisam não apenas de comida e água, mas também de atenção médica urgente e apoio psicossocial”, continuou Abreu.

    Moçambique: milhares de pessoas em Pemba fogem dos combates de barco, a pé ou pela estrada. Muitos estão traumatizados, feridos e precisam de cuidados médicos urgentes. Os agentes humanitários estão rapidamente mobilizando pessoal e recursos para apoiar as pessoas.

    O ministro das Relações Exteriores de Portugal, Augusto Santos Silva, disse nesta terça-feira (30) em entrevista à RTP, que serão enviados 60 militares para efetuarem "ações de formação" dos soldados moçambicanos.

    Trata-se de um plano bilateral de cooperação com Moçambique para ajudar a combater os grupos armados extremistas em Palma.

    ​No domingo (28) — de acordo com o governo moçambicano, citado pela AFP — dezenas de pessoas foram mortas em ataques coordenados na pequena cidade de Palma, situada no nordeste do país.

    O número de mortos nos confrontos ainda é incerto, mas sabe-se que há cidadãos estrangeiros entre eles.

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    Tags:
    ONU, jihadistas, conflito, Moçambique
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