00:54 17 Junho 2021
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    341
    Nos siga no

    O major-general Qassem Soleimani, então líder da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) foi assassinado em um ataque de drones em janeiro de 2020.

    Autoridade militar do Irã afirma que alertou aos países do golfo Pérsico aliados dos EUA que eles compartilham a cumplicidade na morte do major-general Qassem Soleimani, uma vez que permitiram que os norte-americanos usassem suas bases.

    "Ele não foi atingido por uma bomba comum, mas por uma bomba que é usada para atingir equipamentos blindados. A bomba que atingiu o carro do general Soleimani pode cortar aço de 30 centímetros de espessura […]. Eles cometeram esse crime para despedaçar os corpos", declarou nesta terça-feira (23) o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Mohammad Bagheri, citado pela agência Mehr News.

    A principal figura militar iraniana também disse que países como Qatar, Kuwait e Arábia Saudita serão responsabilizados pelo assassinato do general Soleimani.

    "Quem fez isto? EUA, como eles anunciaram. Quem ajudou os EUA? Bases situadas na Arábia Saudita, Qatar e Bahrein forneceram ajuda de inteligência. A aeronave decolou de bases militares no Kuwait, Jordânia e Iraque e teve como alvo o veículo [de Soleimani]", acrescentou Bagheri, enquanto prometia que o Irã faria todos os esforços para responsabilizar essas nações.

    "Vamos fornecer a cada um desses países os documentos para que eles não possam negar seu papel direto neste crime", sentenciou.

    Membros das Forças de Mobilização Popular xiitas do Iraque cantam slogans contra os EUA no Aeroporto Internacional de Bagdá, Iraque, ao passo que homenageiam o major-general iraniano Qassem Soleimani
    © AP Photo / Khalid Mohammed
    Membros das Forças de Mobilização Popular xiitas do Iraque cantam slogans contra os EUA no Aeroporto Internacional de Bagdá, Iraque, ao passo que homenageiam o major-general iraniano Qassem Soleimani
    Bagheri também confirmou a informação de que Soleimani estava no Iraque em janeiro para discutir uma proposta saudita para reduzir as tensões entre Teerã e Riad. "Ele era convidado estrangeiro no Iraque. Ele estava levando uma mensagem em resposta a uma mensagem anterior da Arábia Saudita e do primeiro-ministro iraquiano. Ele entrou abertamente no Iraque em um avião civil de passageiros", explicou o oficial.

    No mês passado, os iranianos recordaram o aniversário de assasinato de Soleimani, em 3 de janeiro. Devido à sua tendência para combater milícias islâmicas radicais, o comandante da Força Quds do IRGC foi uma das figuras políticas e militares iranianas mais populares na região, tanto entre as forças religiosas quanto entre as forças seculares.

    Durante seus 20 anos de serviço como comandante da Força Quds, Soleimani lutou contra islâmicos do Talibã, Al-Qaeda e Daesh (todas organizações terroristas proibidas na Rússia e demais países), ocasionalmente cooperando até indiretamente com Washington, trabalhando com forças curdas no nordeste da Síria. Ao mesmo tempo, Soleimani acusou repetidamente os EUA de colaborar com os jihadistas em prol de seu objetivo estratégico de desestabilizar a região.

    Mais:

    Iraque emite mandado de prisão para Trump por morte de seu líder militar em ataque a Soleimani
    Embaixador do Irã: EUA usaram redes sociais para censurar homenagens ao general Soleimani
    Pentágono quer testar míssil que teria matado general Soleimani em ambiente do Ártico, diz relatório
    Trump deixa o cargo 'derrotado, isolado e quebrado', declara filha do general iraniano Soleimani
    Tags:
    Quds, Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), EUA, Irã, Qassem Soleimani
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar