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    O principal físico nuclear iraniano estava viajando em um comboio de carros no norte do país quando foi alvo de tiros de metralhadora, em 27 de novembro de 2020.

    Um membro das Forças Armadas do Irã é suspeito de envolvimento no assassinato em novembro passado, perto de Teerã, do proeminente cientista nuclear Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, afirmou na segunda-feira (8) o ministro da Inteligência do país, Mahmoud Alavi.

    "A pessoa que fez os primeiros preparativos para o assassinato era um membro das Forças Armadas", disse Alavi em entrevista à televisão estatal IRIB, reproduzido pela agência AFP. Alavi afirmou ainda que não era possível ao Ministério da Inteligência "vigiar as Forças Armadas".

    Fakhrizadeh, que chefiava o centro de pesquisa e inovação do Ministério da Defesa iraniano, foi morto a tiros na cidade de Absard, no norte do Irã, em 27 de novembro de 2020. Autoridades iranianas acusam Israel de estar envolvido no ataque. Após investigações, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica disse que uma arma controlada por satélite com "inteligência artificial" foi usada no ataque, atribuindo a ação a Israel.

    Imagem e caixão com o corpo do cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhirzadeh durante funeral em Teerã no dia 30 de novembro de 2020
    © REUTERS . WANA NEWS AGENCY
    Imagem e caixão com o corpo do cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhirzadeh durante funeral em Teerã no dia 30 de novembro de 2020

    O Estado judeu não reagiu à acusação, mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em 2018 que Fakhrizadeh chefiava um programa secreto de armas nucleares.

    Após a morte de Fakhrizadeh, ainda em novembro do ano passado, legisladores iranianos aprovaram um projeto de lei com o objetivo de revitalizar as atividades nucleares do país. E, agora em janeiro, governo iraniano autorizou o enriquecimento de urânio a 20% no complexo nuclear de Fordow.

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    Tags:
    Benjamin Netanyahu, Israel, bomba nuclear, teste nuclear, Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, Irã
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