22:43 06 Maio 2021
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    Israel abriu oficialmente neste domingo (24) sua prometida embaixada nos Emirados Árabes Unidos (EAU). Ato é mais uma vitória dos Acordos de Abraão, celebrado entre o Estado judeu e países árabes, um marco nas relações entre as nações do Oriente Médio.

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que a nova embaixada "promoverá um novo alcance nas relações entre os países em todas as áreas, além de ampliar os laços com o governo dos Emirados Árabes Unidos, com os órgãos econômicos e o setor privado, mídia e muito mais". O comunicado foi divulgado pelo Jerusalem Post.

    O Embaixador da União Europeia em Israel, Emanuele Giaufret, comentou o assunto em uma rede social.

    Parabéns ao embaixador Eitan Na'eh, responsável pela recém inaugurada embaixada nos Emirados Árabes Unidos. A normalização beneficiará a estabilidade regional.

    O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gabi Ashkenazi, desejou sorte a Na'eh e disse que "a abertura da missão permitirá a expansão dos laços bilaterais entre Israel e os Emirados Árabes Unidos". Por fim, ele agradeceu ao "príncipe herdeiro [de Abu Dhabi] Mohammed bin Zayed Al Nahyan, e meu amigo ministro das Relações Exteriores Abdallah bin Zayed, por sua liderança e hospitalidade para com nossos representantes".

    ​Ainda neste domingo (24), os Emirados Árabes Unidos aprovaram a decisão de abrir uma embaixada em Israel, em Tel Aviv. Ashkenazi agradeceu ao governo dos Emirados por sua decisão, dizendo que o gesto vai fortalecer os laços entre os dois países e as nações do Oriente Médio.

    Em meio ao contexto da abertura da nova embaixada...

    Por trás da nova embaixada de Israel nos Emirados Árabes Unidos estão os chamados Acordos de Abraão. Sua assinatura representou um grande potencial econômico para Israel e diversos Estados árabes em um vasto número de campos, incluindo comércio, segurança, turismo, finanças, comunicações, tecnologia, saúde e mudanças climáticas. 

    Em 13 de agosto de 2020, Israel e EAU anunciaram a conclusão de negociações sobre acordo de normalização das relações diplomáticas, mediado pelos EUA. No dia 31 do mesmo mês, o primeiro voo comercial da história foi realizado entre os países, passando pelo espaço aéreo da Arábia Saudita. Mais três países árabes - Bahrein, Sudão e Marrocos - aderiram aos acordos nos meses seguintes.

    O presidente Donald Trump se encontra com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no Salão Oval da Casa Branca (foto de arquivo)
    © AP Photo / Evan Vucci
    O presidente Donald Trump se encontra com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no Salão Oval da Casa Branca (foto de arquivo)

    A causa palestina

    Anteriormente, o estabelecimento de um Estado palestino independente foi enfatizado por países árabes e muçulmanos como um pré-requisito para formalizar laços com o Estado judeu. No entanto, os Acordos de Abraão indicaram que essas duas questões agora são consideradas separadamente.

    Teerã criticou os EAU e Bahrein pela "traição à causa palestina". Comentando o acordo, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, enfatizou que Abu Dhabi e Manama seriam responsáveis por "quaisquer consequências" resultantes de seu acordo com Israel. Em setembro, alguns observadores sugeriram que o Irã pode fortalecer os laços com a Turquia e o Qatar para contrabalançar a emergente parceria de Israel com os países do golfo Pérsico.

    Hassan Rouhani, presidente do Irã, fala durante coletiva de imprensa em Teerã, Irã, 14 de dezembro de 2020
    © REUTERS / Presidência do Irã
    Hassan Rouhani, presidente do Irã, fala durante coletiva de imprensa em Teerã, Irã, 14 de dezembro de 2020

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    Tags:
    Oriente Médio, EUA, Emirados Árabes Unidos, EAU, Israel
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