20:56 08 Maio 2021
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    Em entrevista ao canal Zvezda, o russo Boris Prokoshev comentou o mandado de busca da Interpol por suspeita de participação dele na explosão no porto de Beirute em agosto de 2020.

    Anteriormente, a agência libanesa NNA informou que a Interpol emitiu um mandado de prisão para Prokoshev, para seu concidadão Igor Grechushkin e para um português.

    Segundo entrevistado, Grechushkin era dono do cargueiro Rhosus que transportava nitrato de amônio de Batumi para Moçambique. Na época, Prokoshev era capitão do cargueiro. Em 2012, o barco fez uma parada imprevista no Líbano, por causa do mau funcionamento, no entanto, após inspeção, as autoridades portuárias proibiram a embarcação de voltar ao mar.

    Em consequência, o proprietário do cargueiro faliu, e, de fato, abandonou a tripulação. O nitrato de amônio, que posteriormente causou a explosão no porto de Beirute, foi confiscado do barco em 2014.

    "Eu estou chocado e sem entender nada. Eu poderia ainda entender se tivéssemos levado carga para o Líbano. Mas estávamos a levando para Moçambique, e as autoridades libanesas nos apreenderam junto com a carga, e não nos deixaram sair do porto. Faz todo o sentido que eles encontraram a razão de que o proprietário do barco não pagou as taxas portuárias. Mas o que o capitão do cargueiro tem a ver com isso?", indagou Prokoshev.

    Prokoshev relembrou que a carga era legal.

    "A culpa não é minha que o proprietário não pagou as taxas portuárias, mas, sim, dele, que não pagou nem mesmo os meus US$ 60 mil [R$ 320 mil]. Não consigo entender como podem ter emitido mandado de prisão", adicionou o russo.

    O vice-presidente do Sindicado dos Marinheiros russo, Igor Kovalchuk, disse que o pedido do Líbano à Interpol de mandado de prisão para dois russos, por causa da explosão, tem caráter demonstrativo e é destinado a mostrar aos libaneses que suas autoridades estão se esforçando para achar culpados.

    No dia 4 de agosto de 2020, o porto de Beirute foi devastado por uma grande explosão, que causou danos na área residencial próxima ao local, matando ao menos 190 pessoas. Na ocasião, mais de seis mil pessoas ficaram feridas. Segundo autoridades locais, a explosão foi causada pela denotação de 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenadas no porto.

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    Tags:
    Interpol, Líbano, Beirute
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