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    Por meio de seu porta-voz, Farhan Haq, a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ao Irã que continue a defender o acordo nuclear de 2015 - formalmente conhecido como Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA) - após a república islâmica anunciar, nesta segunda-feira (4), que retomou o enriquecimento de urânio.

    Mais cedo, nesta segunda-feira (4), o porta-voz do governo iraniano, Ali Rabiei, declarou que o Irã começou a enriquecer urânio a 20% na instalação nuclear de Fordow.

    "Deixamos bem claro que acreditamos que todas as partes precisam continuar a defender o [JCPOA]", disse o porta-voz da ONU, que acrescentou que a organização apela ao Irã para que o país mantenha "os termos do JCPOA" e coopere com a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).

    A agência confirmou mais cedo à Sputnik as informações de que o Irã passou a enriquecer urânio a 20%, como anunciado pelo governo iraniano.

    Em junho de 2015, um conjunto de países aprovou, na cidade suíça de Lausanne, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que regula o programa nuclear do Irã
    © AP Photo / Brendan Smialowski
    Em junho de 2015, um conjunto de países aprovou, na cidade suíça de Lausanne, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que regula o programa nuclear do Irã

    Em 2015, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, China, Rússia e União Europeia assinaram o JCPOA junto ao Irã com o objetivo de limitar o programa nuclear iraniano temendo o desenvolvimento de armas nucleares. Em troca, o país teria sanções contra seu governo retiradas e após cinco anos teria o comércio de armas liberado.

    Apesar do compromisso com o acordo, os EUA, na gestão do presidente Donald Trump, deixaram o JCPOA de forma unilateral, reimpondo sanções contra o Irã e abrindo uma nova crise política. Apesar da oposição dos outros países signatários contra a decisão norte-americana, a reimposição das sanções levou o governo iraniano a decidir retomar o enriquecimento de urânio, que alega ser para fins pacíficos.

    Apreensão de navio-tanque

    O porta-voz da ONU também comentou sobre a apreensão de um navio-tanque de bandeira sul-coreana no golfo Pérsico, que também ocorreu nesta segunda-feira (4). Haq disse que a ONU espera que a questão seja resolvida bilateralmente.

    Mais cedo, a agência de notícias estatal iraniana Fars publicou que o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) apreendeu o navio-tanque de bandeira sul-coreana no golfo Pérsico. Segundo a agência, o navio com destino aos Emirados Árabes Unidos transportava produtos químicos e foi apreendido por poluir as águas.

    Vela é posta perto dos retratos do major-general iraniano Qassem Soleimani e do líder da milícia xiita iraquiana Abu Mahdi al-Muhandis em ato de um ano do aniversário da morte de ambos durante operação dos EUA, Bagdá, Iraque
    © REUTERS / Thaier Al-Sudani
    Vela é posta perto dos retratos do major-general iraniano Qassem Soleimani e do líder da milícia xiita iraquiana Abu Mahdi al-Muhandis em ato de um ano do aniversário da morte de ambos durante operação dos EUA, Bagdá, Iraque

    Conforme publicou a agência AP, dados de satélite do rastreador em tempo real "Marine Traffic" mostram que o navio-tanque sul-coreano MT Hankuk Chemi mudou seu curso e entrou nas águas territoriais iranianas.

    Tanto a apreensão do navio-tanque quanto o anúncio sobre enriquecimento de urânio ocorreram apenas um dia após o aniversário de um ano do assassinato do comandante do IRGC, Qassem Soleimani, por um ataque de drones dos EUA no Iraque.

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    Tags:
    Golfo Pérsico, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Donald Trump, Qassem Soleimani, China, França, União Europeia, Alemanha, Rússia, Estados Unidos, JCPOA, IAEA, Irã, ONU
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