02:00 26 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    0 24
    Nos siga no

    No começo deste mês, as Forças Armadas da Etiópia iniciaram uma operação na região setentrional de Tigré, após as autoridades acusarem o partido governante da região de atacar uma base militar.

    A Comissão de Direitos Humanos da Etiópia (EHRC, na sigla em inglês) comunicou que ao menos 34 pessoas foram mortas em um ataque contra um ônibus de passageiros na parte noroeste do país.

    De acordo com a EHRC, o número de mortos na região de Benishangul-Gumuz pode ainda crescer.

    ​"O último ataque é um somatório sombrio para o custo humano que suportamos coletivamente" - Daniel Bekele, EHRC

    A EHRC está desolada por ter conhecimento do terrível ataque ao ônibus de passageiros de Wonbera em direção a Chagni, em Benishangul-Gumuz, em 14 de novembro. Se estimam 34 vítimas mortais, mas devem subir.

    As tensões no país africano aumentaram devido a embates na região de Tigré entre tropas locais e forças federais. Na última semana, o primeiro-ministro etíope Ahmed Ali anunciou o estado de emergência em Tigré por seis meses, citando "atividades ilegais e violentas [que estão] colocando em perigo a Constituição e a ordem constitucional".

    Neste sábado (14), o presidente da região de Tigré, Debretsion Gebremichael, assumiu a responsabilidade por dois ataques com mísseis na região vizinha de Amhara, e alertou que poderia atacar a Eritreia, que teria colocado tropas na zona de fronteira, ameaçando a região de Tigré.

    Mais:

    Mais de 8 mil etíopes fogem de conflito e se refugiam no Sudão
    Por que a Etiópia está à beira de uma guerra civil?
    Etiópia começa a encher polêmica represa apesar de resistência de Egito e Sudão
    Tags:
    ônibus, conflito armado, ataque, Etiópia, África
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar