14:16 14 Julho 2020
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    Enquanto o Irã já registrou a morte de mais de 700 pessoas pelo novo coronavírus, governo iraniano e especialista apontam dificuldade do país no combate à pandemia devido às sanções dos EUA.

    Após mais de um ano de aumento da pressão contra o Irã por parte da administração Trump, o Irã tem acusado as sanções americanas de agravarem ainda mais a crise do coronavírus no território persa.

    Segundo publicou a agência Mehr, pelo menos 724 pessoas já morreram no país persa até o último domingo (16), enquanto cerca de 14.000 sofrem da COVID-19.

    Comentando o assunto, o colunista e analista americano Stephen Lendman disse à mídia:

    "Tendo em vista a emergência sanitária da COVID-19 no Irã, exacerbada pelas sanções dos EUA que impedem a importação de alimentos e remédio [ao Irã], a comunidade internacional é especialmente obrigada a ajudar. Isso inclui ignorar as sanções dos EUA."

    Esforço diplomático

    Por sua vez, a chancelaria iraniana, encabeçada pelo ministro persa Mohammad Javad Zarif, tem se esforçado para convencer outros países a rechaçarem as sanções americanas em relação ao tema.

    Segundo publicou a agência Fars, Zarif disse em conversa telefônica com seu homólogo do Azerbaijão, Elmar Mammadyarov, que todos os países devem cooperar para vencer a pandemia.

    Contudo, o especialista acredita que a busca do Irã por apoio de lideranças mundiais não deverá obter o resultado esperado.

    "Eu acredito que a maior parte dos líderes mundiais aos quais o presidente [iraniano] Rouhani e o chanceler Zarif escreveram irá responder educadamente, mas farão pouco ou nada", acrescentou.

    Por sua vez, o jornal The Washington Post frisou os efeitos negativos das sanções, afirmando que "os médicos [iranianos] tentaram sem sucesso convencer a comunidade internacional a abandonar as sanções para que pudessem comprar equipamentos médicos".

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    Tags:
    remédios, EUA, sanções, mortos, Irã, novo coronavírus
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