23:29 05 Abril 2020
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    Os EUA começaram a retirar parte de suas tropas do Afeganistão, no quadro do acordo para reduzir a 8.600 o número de soldados em 135 dias.

    O porta-voz das forças norte-americanas, coronel Sonny Leggett, afirmou que as Forças dos EUA no Afeganistão "mantêm todos os meios militares e a autoridade" para alcançar seus objetivos, inclusive "a realização de operações antiterroristas" contra a Al Qaeda e o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países), bem como o apoio às Forças de Defesa e Segurança Nacional do Afeganistão.

    Além disso, ele especificou que a medida foi tomada em conformidade com a declaração conjunta dos EUA e da República Islâmica do Afeganistão, bem como no marco do acordo em vigor entre os EUA e o movimento radical Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países), segundo o The Hill.

    O acordo foi firmado no dia 29 de fevereiro pelo representante norte-americano para a Reconciliação do Afeganistão, Zalmay Khalilzad, e o cofundador do movimento radical Talibã, o mulá Abdul Ghani Baradar, com o objetivo de pôr fim à guerra de quase duas décadas no país, mediante um processo de paz, resultado das negociações que Khalilzad manteve com o Talibã desde outubro de 2018.

    O acordo prevê que os EUA reduzam suas tropas no Afeganistão até 8.600 efetivos em um período de 135 dias depois da assinatura, enquanto a saída completa de todas as forças da OTAN deve ser concluída em 14 meses.

    Atualmente, estão destacados no país 13.000 efetivos norte-americanos.

    Vale ressaltar que o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, advertiu que, caso as "condições no território se deteriorem" e o Talibã não cumpra com o acordo, os EUA podem aumentar novamente sua presença militar no país.

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    Tags:
    acordo, EUA, Exército, tropas, soldados, Afeganistão
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