09:47 16 Setembro 2019
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    Grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln e grupo de prontidão do navio de assalto anfíbio USS Kearsage efetuam operação conjunta na área da operação da 5ª Frota, em 17 de maio de 2019

    General dos EUA cogita expansão de suas forças no Oriente Médio em meio à 'ameaça' do Irã

    © Foto/ Facebook/ U.S. Naval Forces Central Command / U.S. 5th Fleet
    Oriente Médio e África
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    O chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), general Kenneth McKenzie, disse que pode recomendar o reforço das forças americanas no Oriente Médio para atuarem como "estabilizador" contra o Irã, escreve o The Wall Street Journal.

    A bordo do porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln, atualmente no mar da Arábia, o general americano justificou esta expansão afirmando que o destacamento naval liderado pelo porta-aviões já provou ser fundamental para afastar as ameaças iranianas alegadamente iminentes.

    McKenzie afirma que o reforço dos EUA na região estabilizou a situação, mas insistiu que Teerã representa um perigo muito real e que um ataque poderia ser iminente, informa a mídia.

    "Pensamos que isto está tendo um efeito estabilizador muito bom", ressaltou o comandante, elogiando o aumento das forças americanas na área.

    De acordo com o General McKenzie, para se ter uma força de dissuasão credível a longo prazo na região, a presença dos EUA precisa de ser reforçada.

    Referindo-se ao fato de que tal medida iria inverter drasticamente a política militar global dos EUA, uma vez que o presidente dos EUA, Donald Trump, tinha inicialmente feito questão de se livrar dos conflitos no Oriente Médio, o general McKenzie afirmou que a ameaça colocada pelo Irão poderia merecer ajustamentos.

    "Eu penso muito cuidadosamente, muito tempo e muito antes de falar em trazer recursos adicionais para o cenário [… ] Estamos no processo de negociar isso", destacou o comandante, reconhecendo os custos potenciais dessa mudança.

    No início de maio, o general McKenzie havia solicitado o envio à região de uma força de ataque composta por um porta-aviões, bombardeiros B-52, tropas e um sistema antimíssil, referindo-se a ameaças "específicas" aos EUA e às forças aliadas, bem como a interesses no Iraque e em outros locais.

    Desde 2018, os EUA estão em rota de colisão com o Irã após o afastamento de Trump de um acordo nuclear multilateral de 2015, com Washington reinstituindo todas as sanções contra Teerã e designando a Guarda Revolucionária iraniana de organização terrorista estrangeira, com um objetivo declarado de reduzir a zero as exportações de petróleo iranianas.

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    Tags:
    Irã, CENTCOM, Kenneth McKenzie, Marinha dos EUA
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