10:00 17 Agosto 2019
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    Bandeira de Israel em Jerusalém

    Brasil mover embaixada para Jerusalém seria ilegal, afirma diplomata palestino

    © Sputnik / Kristina Afanasieva
    Oriente Médio e África
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    Mover a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém seria um "ataque" ao povo palestino e uma violação do direito internacional, afirmou o enviado palestino ao país latino-americano na terça-feira.

    Os comentários de Ibrahim Alzeben acontecem dias antes de o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fazer uma visita oficial a Israel, onde espera-se que sua promessa anterior de transferir a embaixada de Tel Aviv seja ventilada.

    "Mover a embaixada de qualquer país […] é uma violação do direito internacional e um ataque ao povo palestino", disse Alzeben em entrevista à Agência AFP.

    Depois de tomar o poder em janeiro, Bolsonaro reiterou sua promessa de seguir a liderança do presidente dos EUA, Donald Trump, na transferência da embaixada para Jerusalém.

    A controversa proposta gerou temores de que a mudança possa colocar em risco as valiosas exportações de carne do Brasil para os mercados árabes.

    O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, revelou a repórteres na semana passada que o governo "ainda está estudando" o plano.

    A decisão de mover a embaixada é altamente sensível porque Israel reivindica toda Jerusalém como sua capital, enquanto os palestinos vêem Jerusalém Oriental como a capital do seu futuro Estado.

    Praticamente todos os países concordam que o status de Jerusalém só pode ser definido por meio de negociações de paz entre israelenses e palestinos.

    Até agora, apenas os Estados Unidos e a Guatemala romperam com esse consenso abrindo embaixadas em Jerusalém. O Paraguai recuou em uma decisão no ano passado para transferir sua embaixada. Israel e os EUA conversaram com Honduras sobre sua embaixada ir para Jerusalém.

    Os palestinos cortaram laços com o governo Trump depois que sua decisão foi anunciada pela primeira vez em dezembro de 2017, dizendo que o viés do governo pró-Israel significava que não poderia mais conduzir negociações de paz entre eles e Israel.

    Bolsonaro visitará Israel de 31 de março a 3 de abril. Alzeben declarou que o líder brasileiro foi convidado a visitar os territórios palestinos, mas não respondeu – Araújo já indicou que o presidente brasileiro não deve atender ao pedido.

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    Tags:
    retaliação, judeus, palestinos, embaixada, diplomacia, Donald Trump, Ernesto Araújo, Jair Bolsonaro, Benjamin Netanyahu, Ibrahim Alzeben, Jerusalém, Palestina, Israel
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