06:15 19 Abril 2019
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    O ciclone Idai atingiu Moçambique, causando inundações

    Moçambique enfrenta risco de surto de cólera após ciclone

    © AFP 2019 / Mission Aviation Fellowship/Rick Emenaket
    Oriente Médio e África
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    Moçambique está sob alerta do cólera, segundo autoridades estrangeiras, já há vários registros de mortes em decorrência da doença nos centros de acolhimento, informou Agência Brasil.

    Na região da cidade de Beira, a mais atingida pelo desastre, há 228 mil pessoas abrigadas em ambientes sem condições de higiene. A Cruz Vermelha Internacional advertiu que Moçambique enfrenta momento delicado e cercado de ameaças. Além disso, o país enfrenta problemas de abastecimento e falta comida.

    O cólera, o tifo e a malária são doenças transmitidas através da ingestão de água ou alimentos contaminados e alastram-se em ambientes de pouca higiene.

    Segundo dados atualizados,  446 pessoas morreram em Moçambique após a passagem do ciclone Idai. O desastre em Moçambique está sendo comparado por agências humanitárias às tragédias humanitárias do Iêmen e da Síria.

    Segundo Cruz Vermelha, uma série de medidas foi adotada para impedir os surtos no país, inclusive com a instalação de dois hospitais e de campo de emergência.

    Fundos de emergência devem fornecer assistência para cerca de 200 mil pessoas, enviando água, saneamento e higiene, abrigo, saúde, meios de subsistência e serviços de proteção nos próximos 24 meses.

    O ciclone Idai afetou mais de 1,85 milhão de pessoas em Moçambique, de acordo com as Nações Unidas. A estimativa é que 483 mil pessoas tenham sido deslocadas pelas inundações, informou Agência Brasil.

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