13:56 23 Outubro 2018
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    Agentes do Corpo de Guardiões da Revoluçao Islâmica durante a parada militar anual que marca aniversário do início de guerr com o Iraque de 1980-1988, Teerã, Irã, 2015

    General iraniano adverte vizinhos árabes a não atravessarem 'linhas vermelhas'

    © AFP 2018 / ATTA KENARE
    Oriente Médio e África
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    As tensões entre Teerã e seus vizinhos árabes aumentaram ainda mais nesta semana após funcionários iranianos terem acusado a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, assim como os EUA e Israel, de serem responsáveis pelo ataque mortífero durante a parada militar na cidade iraniana de Ahvaz, na semana passada.

    Riad e Abu Dhabi foram alertadas pelo vice-chefe do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, general de brigada Hossein Salami, para não atravessarem as "linhas vermelhas" de Teerã.

    "Se vocês atravessarem nossas linhas vermelhas, certamente vamos atravessar as suas. Vocês sabem a tempestade que a nação iraniana é capaz de criar", disse Salami durante sua declaração, citada pela Reuters.

    "Parem de criar conspirações e tensões. Vocês não são invencíveis. Vocês estão sentados em uma casa de vidro e não poderão aguentar a vingança da nação iraniana", adicionou.

    Além disso, ele exigiu aos EUA que "parassem de apoiar os terroristas", avisando que Washington "pagaria o preço" se não fizesse isso.

    As observações de Salami vêm na sequência de comentários do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, que acusou a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos de financiarem os autores do ataque terrorista em Ahvaz, ocorrido no dia 25 de setembro, que matou pelo menos 25 pessoas e feriu mais de 60.

    Khamenei descreveu os ataques como "uma continuação das conspirações dos Estados regionais que são fantoches dos Estados Unidos", acrescentando que o objetivo de tal terrorismo era "criar insegurança no país".

    Foram mortos os cinco atiradores que abriram fogo contra militares e espectadores civis durante o desfile dedicado ao aniversário da guerra entre o Irã e o Iraque, além de 22 pessoas envolvidas no ataque terem sido identificadas e detidas pela inteligência iraniana. O Movimento Democrático Árabe Patriótico e o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em vários outros países) reivindicaram a responsabilidade pelo ataque.

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    Tags:
    tensões, parada militar, mortos, feridos, ataque, Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, Hossein Salami, Teerã, Emirados Árabes Unidos, Irã, Arábia Saudita
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