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    Presidente da Turquia Tayyip Erdogan. 16 de março, 2016

    Netanyahu tem 'sangue palestino nas mãos' e conduz 'Estado do apartheid', diz Erdogan

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    Transferência da embaixada dos EUA 'incendeia' Faixa de Gaza (21)
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    O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificando-o como um líder de um "Estado do apartheid" e aconselhou-o a dar uma "lição de humanidade" lendo os 10 Mandamentos.

    Erdogan escreveu o comentário no Twitter um dia depois de 59 manifestantes palestinos terem sido mortos por forças israelenses na fronteira de Gaza.

    O tweet também disse que Netanyahu "tem o sangue dos palestinos em mãos" e que "não pode encobrir crimes ao atacar a Turquia".

    Netanyahu já havia usado a rede social para chamar Erdogan de "partidário do Hamas" e disse que o líder turco não deveria tentar "pregar moralidade" a Israel.

    Na terça-feira, Erdogan anunciou que a Turquia retiraria seus embaixadores de Washington e Tel Aviv e expulsaria o embaixador de Israel em Ancara em resposta à morte de vários palestinos na Faixa de Gaza no mais sangrento dia de protestos em semanas.

    Horas depois, Israel reagiu expulsando o cônsul turco em Jerusalém.

    Os palestinos protestavam contra a abertura da nova embaixada dos EUA em Jerusalém, cuja parte leste eles reivindicam como sua própria capital.

    Ancara disse que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e abrir uma embaixada lá estava "violando a lei internacional e todas as resoluções relevantes da ONU".

    A Turquia tem sido um dos maiores críticos da resposta de Israel aos recentes protestos. O porta-voz do governo turco, Bekir Bozdag, disse na segunda-feira que Ancara considera os EUA igualmente responsáveis pelo derramamento de sangue.

    "Os Estados Unidos são parte do problema, não a solução", avaliou.

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    Transferência da embaixada dos EUA 'incendeia' Faixa de Gaza (21)

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    Tags:
    diplomacia, judeus, palestinos, violência, embaixada, ONU, Bekir Bozdag, Donald Trump, Benjamin Netanyahu, Recep Tayyip Erdogan, Jerusalém, Palestina, Faixa de Gaza, Israel, Turquia
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