17:15 18 Outubro 2018
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    Palestino é socorrido após ser baleado em protesto na Faixa de Gaza. Foto de 14 de maio de 2018.

    Israel mata 55 palestinos no dia da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém

    © AP Photo / Adel Hana
    Oriente Médio e África
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    Transferência da embaixada dos EUA 'incendeia' Faixa de Gaza (21)
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    As forças de segurança de Israel mataram ao menos 55 palestinos que protestavam contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém nesta segunda-feira (14). Outros 1.200 ficaram feridos após a manifestação na Faixa de Gaza.

    Foi o dia mais violento na região desde o conflito entre Hamas e Israel, em 2014.

    Os manifestantes de Gaza colocaram fogo em pneus, lançaram bombas incendiárias e pedras contra as tropas israelenses do outro lado da fronteira. O Exército israelense, criticado internacionalmente por usar força excessiva contra manifestantes desarmados, disse que o Hamas tentou realizar bombardeios e disparar ataques sob a cobertura dos protestos e divulgou um vídeo de manifestantes arrancando partes da cerca de arame farpado.

    "O que vimos hoje foi uma violência sem precedentes ao longo da cerca", disse Ronen Manelis, porta-voz militar de Israel. "Estamos protegendo os cidadãos de Israel. Estamos defendendo nossas casas".

    Os protestos, que já duram mais de um mês, também pedem o fim do bloqueio das fronteiras da Faixa de Gaza feito por Israel e Egito. A transferência da embaixada dos EUA, todavia, colocou mais combustível nas manifestações. 

    Não houve praticamente nenhuma menção à violência em Gaza na cerimônia de inauguração da nova embaixada, um edifício consular reformado localizado a apenas 80 quilômetros de distância dos assassinatos. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu esteve presente no evento. 

    Jared Kushner, genro de Trump e principal assessor do Oriente Médio, foi o chefe da delegação dos EUA com sua esposa e conselheira da Casa Branca, Ivanka Trump, além do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e quatro senadores republicanos. O super-doador republicano Sheldon Adelson também estava presente — além dos pastores evangélicos Robert Jeffress e John Hagee.

    "Um grande dia para Israel!", escreveu Trump no Twitter.

    Israel anexou a parte leste de Jerusalém em 1967 — um movimento não reconhecido pela comunidade internacional. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, furioso com a cerimônia na embaixada, disse que "não aceitará" nenhum acordo de paz proposto pelo governo Trump.

    O presidente palestino também pediu que a comunidade internacional condene o que ele classificou como "massacres" realizados por tropas israelenses em Gaza, e autoridades disseram que os palestinos vão apre. sobre a construção de assentamentos.

    Tema:
    Transferência da embaixada dos EUA 'incendeia' Faixa de Gaza (21)

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    Tags:
    Mahmoud Abbas, Benjamin Netanyahu, Donald Trump, Estados Unidos, Israel
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