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    Israel mira 60 milhões de 'judeus em potencial' para promover o país e é alvo de críticas

    © REUTERS / Jonathan Ernst
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    A recomendação de um comitê do governo israelense para atingir "potenciais judeus" em todo o mundo para promover Israel e até mesmo se converter foi criticada por grupos religiosos.

    Segundo o comitê, criado pelo Ministério de Assuntos da Diáspora de Israel em 2016, existem 60 milhões de pessoas em todo o mundo que têm uma "afinidade" com o judaísmo ou com Israel. O relatório inclui um "plano estratégico" para atingir essas pessoas, com a esperança de que algumas possam até ser convertidas.

    Recomendou o fornecimento de materiais didáticos sobre judaísmo e hebraico para essas comunidades. Também circulou a ideia de aproveitar a "diplomacia pública desses grupos para promover o apoio a Israel e ajudar na luta contra o antissemitismo".

    No domingo, o comitê pediu ao governo israelense que crie um plano para identificar os que têm vínculos com o judaísmo, mas que não são elegíveis para imigração pela Lei de Retorno de Israel, o que permite aos judeus imigrarem para o Estado de Israel. Isso incluiria aqueles com ancestrais judeus, como os marranos na Espanha e em Portugal, que se converteram ao cristianismo, junto com aqueles que escondiam seu judaísmo de regimes opressivos.

    O relatório dividiu seus alvos em cinco "círculos de afinidade". O primeiro grupo é formado por judeus "centrais", totalizando cerca de 14 milhões. O segundo é 9 milhões de pessoas que se qualificam sob a Lei do Retorno, o terceiro grupo é "parentes distantes" dos judeus.

    A quarta, de 35 milhões de pessoas, "declarou sua afinidade com o povo judeu" e a quinta, de 60 milhões, tem "potencial futuro" como "descendentes de judeus, descendentes de convertidos forçados e comunidades adicionais com afinidade com os judeus, mas atualmente não está declarando ou não está ciente disso".

    A ideia foi criticada por rabinos sionistas religiosos, que disseram que os missionários não fazem parte do judaísmo. "De acordo com a lei judaica, o judaísmo não tem interesse em influenciar alguém a se converter. Não existe tal coisa", disse o rabino Dov Lior ao jornal israelense Haaretz.

    O jornal Times of Israel relata que outros judeus apontaram para o fato de que o governo está mais interessado em expulsar pessoas que não são judias, como os migrantes africanos que estão sendo deportados de Israel, do que em criar novos cidadãos.

    Embora o ministério tenha dito que as recomendações ainda não foram adotadas, eles também responderam ao recebimento, esclarecendo que o objetivo é fortalecer os laços em vez de impulsionar as conversões em massa, informa o Haaretz.

    O Ministro dos Assuntos da Diáspora, Naftali Bennett, encomendou o relatório e é membro do partido judeu de direita.

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    Tags:
    diáspora, Lei de Retorno, cristianismo, judeus, antissemitismo, Naftali Bennett, Dov Lior, Israel
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